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ARTÍCULOS ORIGINALES

 

Dietary supplementation with Spirulina platensis increases growth and color of red tilapia¤

 

Efeito da suplementação da dieta com Spirulina platensis no crescimento e coloração de tilápia vermelha

 

Efecto de la suplementación dietaria con Spirulina platensis en el crecimiento y la coloración de la tilapia roja

 

 

Igor GRF Gomes1, Est Ing Pesq; Felipe H Chaves1 Est Ing Pesq; Rodrigo NA Barros1, Est Ing Pesq; Ricardo L Moreira1, MSc, Est PhD; Erivânia G Teixeira1, Ing Pesq, MSc, Est PhD; Antonio GL Moreira1, Ing Pesq, est MSc; Wladimir RL Farias1*, Ing pesq, Dr.

 

* Autor para correspondência: Wladimir Ronald Lobo Farias. Universidade Federal do Ceará, Centro de Ciências Agrárias, Departamento de Engenharia de Pesca, Campus do Pici, Fortaleza, Ceará, Brazil. Correio eletrônico: wladimir@ufc.br

1 Universidade Federal do Ceará, Centro de Ciências Agrárias, Departamento de Engenharia de Pesca, Campus do Pici, Fortaleza, Ceará, Brazil.

 

(Recibido: 12 junio, 2011; aceptado: 6 abril 2012)

 


Summary

Proper nutrition is critical for the production of aquatic species, especially during their early stages, when animals are more susceptible to mismanagement and sudden environmental changes. Objective: the purpose of this study was to evaluate the efficacy of Spirulina platensis as a nutritional supplement for growth and coloration of red tilapia. Methods: tilapia were fed with commercial feed (D1: control); commercial feed + wet Spirulina platensis (D2); commercial feed + dry Spirulina platensis (D3); commercial feed + freshwater microalgae (D4). Results: D2 showed the best growth performance results. Survival rates of D1, D2 and D3 were higher than D4 (p<0.05). Masculinization and gastrointestinal rates were similar between treatments (p>0.05). The hepatosomatic index was similar between D1 and D4 (p>0.05) but lower than D2 and D3 (p<0.05). Yellow color intensity in D2 was moderate, whereas D3 was weak (Abs. 490 nm). Skin extracts of fish not consuming S. platensis showed very weak staining. Aquatic algae counts in D1 revealed that cyanobacterium (Microcystis genus) presented 95% dominance. Conclusions: fish fed with wet or dr y S. platensis, showed higher growth and staining than animals exposed to commercial feed alone or combined with freshwater microalgae. Marine microalgae proved effective in red tilapia. It is suggested to study the cost-benefit of cultivation and supply of S. platensis to fish, and to determine the economic benefits that this practice can bring to commercial farming.

Key words: aquaculture, fish feeding, fish performance, microalgae, Oreochromis.


Resumo

No cultivo de espécies aquáticas, uma nutrição adequada assume importância fundamental no sucesso da atividade, principalmente nas fases iniciais de criação, período em que os animais estão mais susceptíveis ao manejo errôneo e mudanças bruscas do ambiente. Objetivo: o Objetivo deste trabalho foi avaliar a eficácia de Spirulina platensis como suplemento alimentar no crescimento e coloração de tilápia vermelha. Métodos: as tilápias foram cultivadas com ração comercial (D1: controle), ração comercial + Spirulina platensis úmida (D2), ração comercial + Spirulina platensis seca (D3) e ração comercial + microalgas de água doce (D4). Resultados: em relação ao desempenho zootécnico, D2 obteve os melhores resultados. As taxas de sobrevivência alcançadas nos tratamentos D1, D2 e D3, foram superiores as alcançadas no tratamento D4 (p<0.05). Os índices de masculinização e gastrointestinais foram estatisticamente similares para todos os tratamentos (p<0.05). Os índices hepatossomáticos encontrados em D1 e D4 foram estatisticamente semelhantes (p<0.05), porém, ambos apresentaram valores abaixo dos encontrados em D2 e D3 (p<0.05). A intensidade da cor amarela de D2, após a extração de pigmentos das peles dos peixes, apresentou-se moderada, enquanto em D3 a intensidade foi fraca (Abs 490 nm). Os extratos das peles dos peixes que não consumiram S. platensis, apresentaram coloração muito fraca. As contagens das microalgas presentes na água verde de D1, realizadas através de microscopia óptica, revelou que a cianobactéria do gênero Microcystis apresentou 95% dominância. Conclusões: os peixes alimentados com S. platensis, úmida ou seca, obtiveram desempenho superior e coloração mais forte que os animais expostos somente ao alimento artificial ou combinado com microalgas de água doce. A microalga marinha demonstrou ser um suplemento alimentar eficiente para tilápia vermelha. Sugerem-se estudos da relação custo-benefício do cultivo e oferta de S. platensis para os peixes, desta forma elucidando as vantagens econômicas que esta prática poderá trazer para a tilapicultura comercial.

Palavras chave: alimentação, aquicultura, desempenho zootécnico, microalga, Oreochromis.


Resumen

En el cultivo de especies acuáticas, la nutrición adecuada es de importancia fundamental para el éxito de la actividad, especialmente durante las primeras etapas de la producción, período en que los animales son más susceptibles al mal manejo y a cambios ambientales repentinos. Objetivos: el propósito de este estudio fue evaluar la eficacia de la Spirulina platensis como suplemento alimenticio para el crecimiento y coloración de la tilapia roja. Métodos: las tilapias fueron cultivadas con alimento comercial (D1: control), alimento comercial + Spirulina platensis húmeda (D2); alimento comercial + Spirulina platensis seca (D3); alimento comercial + microalgas de agua dulce (D4). Resultados: en relación con el desempeño zootécnico, D2 mostró los mejores resultados. Las tasas de supervivencia de D1, D2 y D3 fueron mayores que D4 (p< 0.05). Los índices de masculinización y gastrointestinal fueron similares entre los tratamientos (p> 0.05). El índice hepato-somático fue similar entre D1 y D4 (p>0.05), pero menor que D2 y D3 (p<0.05). La intensidad del color amarillo en D2 fue moderada, mientras que en D3 fue débil (Abs 490nm). Los extractos de piel de peces que no consumieron S. platensis mostraron coloración muy débil. Los recuentos de microalgas acuáticas en D1 revelaron que la cianobacteria (género Microcystis) presentó 95% de dominancia. Conclusiones: los peces alimentados con S. platensis, húmeda o seca, presentaron mayor crecimiento y coloración que los animales expuestos a alimentos artificiales solos o combinados con microalgas de agua dulce. Las microalgas marinas demostraron ser eficaces en tilapia roja. Se sugiere realizar estudios sobre la relación costo-beneficio del cultivo y oferta de S. platensis para peces, y determinar las ventajas económicas que esta práctica puede traer a la piscicultura comercial.

Palabras clave: acuicultura, alimentación, desempeño zootécnico, microalgas, Oreochromis.


 

 

Introdução

Características biológicas, tais como capacidade de adaptação a condições ambientais adversas, alta resistência a doenças, comportamento alimentar onívoro e curto tempo de geração, fazem da tilápia vermelha (Oreochromis sp.) uma variedade com grande potencial para a aquicultura (Basiao et al., 2005; Islam et al, 2006; Amaral et al., 2010). Na Tailândia, cultivos desta espécie vêm crescendo rapidamente devido, principalmente, ao seu maior valor de mercado em relação à variedade nilótica (Pongthana et al., 2010). Porém a tilápia vermelha apresenta taxas de crescimento inferiores a Oreochromis niloticus. Carmo et al. (2008), alimentando apenas com ração comercial durante 112 dias de cultivo, obtiveram comprimento médio final de 21.9, 24.1 e 27.9 cm para o híbrido vermelho, tilápia nilótica e para a linhagem Chitralada, respectivamente.

A alimentação dos organismos cultivados assume importância fundamental no desempenho econômico da atividade, sendo responsável por mais de 60% dos custos operacionais (Teixeira et al., 2008). Quando larva, a tilápia supre sua necessidade energética apenas consumindo vitelo, após 8-9 dias, esta passa para o estágio de póslarva, e a ingerir alimento natural (Hayashi et al., 2002). Nas larviculturas comerciais, é neste período que se inicia a oferta de ração contendo hormônio masculinizante (Zanardi et al., 2011). A produção apenas de populações monosexo machos é necessária, pois o cultivo de fêmeas acarreta problemas com superpopulação nos viveiros e gastos energéticos com reprodução (Meurer et al., 2005).

Microalgas ricas em ácidos graxos poliinsaturados são utilizadas como suplementos alimentares na dieta de tilápia, pois tem como propriedade estimular o sistema imunológico dos animais (Lu et al., 2002; Regunathan e Wesley, 2006; Moreira et al., 2010; Moreira et al., 2011ab), reduzir a mortalidade, e aumentar a taxa de crescimento dos peixes (Lu e Takeuchi, 2004). Uma das vantagens da S. platensis é possuir carotenóides que atribuem uma coloração laranja-avermelhada ao músculo do peixe, conferindo um aspecto agradável (Ambrosi et al., 2008). Watanuki et al. (2006) ao submeter a carpa comum ao tratamento durante três dias com S. platensis, observou o aumento da resistência contra infecções bacterianas.

A composição corporal dos peixes é influenciada pela dieta e, se esta não atender às exigências da espécie ou resultar em baixa ingestão de nutrientes essenciais, pode ocasionar deposição de gordura visceral e causar problemas de sanidade no animal (Reidel et al., 2010).

Objetivo do presente estudo foi avaliar a eficácia da microalga marinha S. platensis como suplemento alimentar no crescimento e coloração de tilápia vermelha.

 

Material e métodos

O experimento foi realizado na Estação de Piscicultura Raimundo Saraiva da Costa, do Departamento de Engenharia de Pesca, da Universidade Federal do Ceará. As pós-larvas (peso médio inicial = 0.02 ± 0.01 g; comprimento médio inicial = 1.10 ± 0.01 cm) de tilápia vermelha utilizadas no experimento foram provenientes desta mesma instituição.

Os animais foram distribuídos, aleatoriamente, em 16 aquários com volume útil de 40 L, com aeração constante e sem recirculação de água. O delineamento foi inteiramente ao acaso e constituído de quatro tratamentos com quatro repetições cada. As tilápias foram cultivadas com ração comercial (D1) - controle, ração comercial + Spirulina platensis úmida (D2), ração comercial + Spirulina platensis seca (D3) e ração comercial + microalgas de água doce (D4). A densidade de estocagem foi de 25 pós-larvas por repetição. Os parâmetros físicoqu ímicos oxigênio dissolvido (OD), temperatura e pH da água de cultivo, foram determinados duas vezes por dia, utilizando-se oxímetro digital para os dois primeiros e um medidor de bancada para o último.

Durante todo o experimento, as tilápias foram alimentadas com ração contendo hormônio masculinizante. As biometrias foram realizadas no início, após 15, 30 e 45 dias de cultivo a partir de uma amostra de 60 peixes de cada tratamento.

O desempenho dos animais foi mensurado através do crescimento médio em peso (g), crescimento em comprimento total (cm), ganho de peso (g), taxa de crescimento específico (g dia-1) e taxa de sobrevivência (%), de acordo com as fórmulas utilizadas por Candido et al. (2006).

Para o cultivo de S. platensis foi preparado um meio de cultura utilizando cloreto de sódio (30 g L-1); bicarbonato de sódio (10 g L-1); NPK - nitrogênio, fósforo e potássio (1 g L-1) e superfosfato triplo (0,1 g L-1). Inicialmente, os sais foram diluídos em um recipiente plástico contendo 10 L de água e, posteriormente, os fertilizantes agrícolas (NPK e superfosfato triplo) foram macerados e adicionados à mistura. Em seguida, a água foi submetida a uma forte aeração por 24 horas e finalmente decantada. Foi obtido um inóculo inicial transferindo-se 300 mL do cultivo pré-estabelecido para um erlenmeyer de 1 L. Após cinco dias, o inóculo foi transferido para o meio de cultura, iniciando o cultivo em larga escala. A quantidade ofertada aos peixes foi monitorada com o auxílio de um espectrofotômetro e foi mantida constante na água de cultivo próximo a 20% de absorbância da luz no comprimento de onda de 680 nm.

A coleta da microalga S. platensis foi realizada através da filtração da cultura em malha de 60 μm acoplada a um recipiente tubular de PVC. A biomassa algal úmida retida na rede foi lavada com água destilada para retirar o excesso de meio de cultivo e transferida para um Becker. Para adquirir a biomassa seca, a microalga úmida foi colocada em estufa (50 °C) por 24 horas e depois macerada com pistilo. A água verde utilizada no experimento foi proveniente de um tanque de piscicultura com tilápias localizado na Estação de Piscicultura Prof. Dr. Raimundo Saraiva da Costa/DEP/UFC. Para separar o macrozooplâncton presente na água do tanque foi utilizada uma tela de 100 µm, deixando passar apenas a água com o fitoplâncton. A análise qualitativa do alimento vivo foi realizada através de três coletas ao longo do cultivo pré-estabelecido de tilápia, todas feitas às 10 horas da manhã. A água (50 L) de cada amostra foi filtrada em uma rede de plâncton de 60 μm e o material retido foi armazenado em um recipiente de vidro de 400 mL, sendo fixado com formol 4% neutralizado com tetraborato de sódio (30 g L-1). Após este procedimento, alíquotas do material sedimentado no recipiente de vidro foram levadas ao microscópio com contraste de fase e os organismos foram identificados ao nível de gênero com o auxílio de chaves de identificação (Boltovskoy, 1981; Bicudo e Menezes, 2006).

Para o preparo da ração, foi utilizada uma ração comercial em pó (energia = 4500 kcal kg-1; granulometria = 1 mm), nutricionalmente completa, composta por farelo de glúten, milho, farelo de soja, milho integral moído, cloreto de sódio, premix vitamínico mineral, farinha de peixe e gordura vegetal estabilizada. A composição centesimal da ração, segundo seu fabricante foi de: 10% de umidade; 50% de proteína bruta; 8% de extrato etéreo; 6% de matéria fibrosa; 13% de matéria mineral; 8% de cálcio e 1,2% de fósforo. Para a incorporação do hormônio sexual à ração, foi preparada uma solução estoque dissolvendo 6 g do hormônio 17-α- metiltestosterona (Departamento Nacional de Obras Contras as Secas – DNOCS, Pentecoste, Ceará, Brasil), em 1 L de álcool etílico absoluto (95%). Para o preparo de 1 kg da ração, 10 mL da solução estoque foram diluídos em 500 mL de álcool comum ou comercial (92%), segundo a metodologia descrita por Shelton et al. (1981). A oferta diária de ração com hormônio foi de 20% do peso vivo dos animais, dividida em quatro refeições diárias. Os restos de ração e fezes foram sifonados diariamente das unidades experimentais. A análise da eficiência da masculinização foi realizada através da análise microscópica das gônadas de cada indivíduo utilizando a técnica do aceto-carmim, descrita por Guerrero e Shelton (1974), como instrumento para sexagem de alevinos de tilápia azul (Oreochromis aureus) e bluegill (Lepomis macrochirus), sendo adaptada e validada para alevinos de tilápia do Nilo por Wassermann e Afonso (2002).

Ao final do cultivo, cinco indivíduos de cada repetição (20 por tratamento) foram sacrificados por indução anestésica letal utilizando mentol (500 mg L-1) e necropsiados. O estômago, intestino, fígado das tilápias foram dissecados cuidadosamente com o auxílio de instrumentos cirúrgicos, pesados em balança analítica e medidos com um paquímetro para obtenção dos seguintes parâmetros: índice gastrointestinal (iGas) = (peso do estômago/peso total do indivíduo)*100; quociente intestinal (Qi) = comprimento do intestino/comprimento total do indivíduo e índice hepatossomático (IHS) = (peso do fígado/peso total do indíviduo)*100.

As peles de todos os indivíduos de cada tratamento foram retiradas e reunidas, desidratadas em estufa a 40 °C e submetidas a um processo de extração de carotenóides de acordo com Higby (1962). Para isso, 290 mg de cada amostra foram cortadas em pequenos pedaços e submetidas a uma extração com 870 µL de álcool isopropílico e 290 µL de hexano. A mistura foi vigorosamente agitada em um homogeneizador e, em seguida, transferida para um funil de separação totalmente envolto em papel alumínio. O volume do funil foi completado para 2 mL com água destilada e deixado em repouso por 30 min. Após este período, a fase aquosa foi separada da fase de cor amarela, contendo os carotenóides. Este procedimento foi repetido por três vezes e o conteúdo foi filtrado em um algodão para recipientes envoltos com papel alumínio. Devido ao reduzido volume dos extratos, resultante de uma pequena quantidade de peles, as amostras não foram mais diluídas com acetona e hexano. A intensidade da cor amarela nas amostras foi estimada visualmente, sendo classificada em moderada, fraca e muito fraca.

As médias foram submetidas a uma análise de variância (ANOVA) e, quando detectadas diferenças entre as médias, utilizou-se posteriormente o teste de Tukey. Todos os testes foram realizados ao nível de 5% de significância estatística, utilizando a função estatística do programa ORIGIN®. Utilizouse um transformador angular (arco-seno da raiz quadrada) para homogeneizar as variâncias dos valores de sobrevivência, porém estes valores são aqui apresentados na sua forma original.

 

Resultados

Não houve diferença significativa (p>0.05) nos parâmetros físico-químicos da água de cultivo das tilápias vermelhas. As médias de oxigênio dissolvido, pH e temperatura, variaram de 5.18 ± 1.02 a 5.59 ± 1.28 mg L-1; 7.48 ± 0.37 a 8.05 ± 0.51 e 27.8 ± 0.91 a 28.2 ± 0.98 °C, respectivamente (Tabela 1).

De acordo com a tabela 2, ao final do experimento os animais submetidos apenas a ração (D1) obtiveram resultados estatisticamente similares (p>0.05) aos que se alimentaram de ração comercial + S. platensis seca (D3). As tilápias do tratamento com ração+S. platensis úmida (D2) obtiveram o maior ganho de peso (p<0.05), ao contrário dos peixes expostos à microalga de água doce (D4), que alcançaram o desempenho menos satisfatório de todos os tratamentos. As taxas de sobrevivência de D1, D2 e D3 foram estatisticamente superiores (p<0.05) a D4, que obteve os maiores índices de mortalidade durante o experimento. Os índices de masculinização foram similares (p>0.05) para todos os tratamentos, idêntica situação que ocorreu para os valores dos índices gastrointestinais e do quociente intestinal. Os índices hepatossomáticos de D1 e D4 foram semelhantes (p>0.05) entre si, porém maiores (p<0.05) que os tratamentos D2 e D3. Durante todo o experimento, os animais expostos a microalga marinha alcançaram desempenho superior aos demais tratamentos (Figuras 1 e 2).

No presente estudo, a contagem das microalgas presentes na água verde do tanque de piscicultura, realizada tanto no início quanto no fim do experimento, revelou em ambas as coletas, que as cianobactérias do gênero Microcystis apresentaram uma dominância em torno de 95%, enquanto que os 5% restantes corresponderam a clorofíceas do gênero Golenkinia.

Em relação à extração de carotenóides das peles dos alevinos de tilápia, foi possível estimar através da intensidade da cor amarela que o extrato das peles dos peixes alimentados com ração comercial + Spirulina úmida (D2) apresentou uma intensidade moderada, seguido do extrato das peles dos peixes alimentados com ração comercial + Spirulina seca (D3) que apresentou uma intensidade fraca. Os extratos das peles dos peixes que não receberam Spirulina na dieta (tratamentos D1 e D4) apresentaram uma cor amarela muito fraca (Tabela 3).

 

Discussão

Os parâmetros físico-químicos da água de cultivo (oxigênio dissolvido, pH e temperatura) não apresentaram variações durante a realização do experimento, e ficaram dentro dos limites estabelecidos para o cultivo de tilápias (Kubitza, 2000; Vinatea, 2004).

As microalgas contêm alta concentração de fibras solúveis e ácidos graxos da série ômega-3 e podem contribuir positivamente na alimentação de organismos aquáticos (Azaza et al., 2007). De acordo com Faria et al. (2001), determinadas espécies conferem uma maior sobrevivência para as pós-larvas e podem ser utilizadas como principal fonte de sua alimentação. A ingestão de pequenas quantidades destes microorganismos pode afetar positivamente a fisiologia dos animais, além de estimular a resposta imunológica.

A composição química da Spirulina é responsável por seu alto valor nutricional, pois possui elevados níveis de nutrientes essenciais (Silveira et al., 2007). De acordo com Çelekli e Yavuzatmaca (2009), em comparação com outras microalgas, é uma das espécies que melhor se adapta a diversas condições, facilitando sua implementação em cultivos comerciais.

Foi provado que os peixes que consumiram S. platensis alcançaram desempenho superior aos demais tratamentos, principalmente, quando a microalga marinha foi ofertada na forma úmida. Moreira et al. (2010), demonstraram que a utilização de S. platensis úmida, ofertada diretamente ou bioencapsulada em copépodos resultou em melhor crescimento das tilápias. Moreira et al. (2011a), ao final da reversão sexual alcançaram peso total médio de 1.64 ± 0.10 g, quando alimentaram tilápias com S. platensis. A reversão sexual de tilápia, suplementada com S. platensis, também pode ser realizada com êxito em água com elevados índices de salinidade (25 g.L-1) (Moreira et al., 2011b). Na presente pesquisa, os resultados de desempenho das tilápias alimentadas com a microalga marinha foram superiores que os descritos na literatura, quando os peixes foram alimentados com outros complementos (El-sayed e Kawanna, 2004; Yasui et al., 2007; Bezerra et al., 2008). Lu et al. (2004) utilizaram microalgas como dieta alimentar durante o período larval da tilápia do Nilo, constataram que S. platensis foi superior as demais espécies testadas. Takeuchi et al. (2002), ao alimentarem juvenis de tilápia com Spirulina seca e ração comercial, observaram melhor índice de crescimento. Estes bons resultados com inclusão de S. platensis em dietas para tilápia confirmam os encontrados por Lu et al. (2003), que ofertaram a microalga seca aos animais. Por outro lado, Ungsethaphand et al. (2010), verificaram que o ganho de peso final, taxa de crescimento específico e a taxa de sobrevivência não foram afetados quando foi ofertada Spirulina como suplemento alimentar para tilápias vermelhas. Marengoni et al. (2010), obtiveram sobrevivência superior a 80%, quando a tilápia vermelha foi cultivada em sistema de recirculação de água.

Na presente pesquisa, a reversão sexual foi satisfatória. Resultados inferiores foram encontrados por Neumann et al. (2009) que descreveram o efeito da reversão sexual de linhagens de tilápia em condições ambientais variáveis. O percentual de machos, de acordo com o exame de gônadas foi de 89.46% para a tilápia vermelha. Mainardes-Pinto et al. (2000) compararam a eficiência de duas rações contendo o andrógeno sintético 17-α-metiltestosterona para analisar sua dosagem mais efetiva na reversão sexual da tilápia do Nilo, sendo 60 mg MT kg-1 a mais eficiente, resultando em 98% de machos. Desprez et al. (2003), revertendo a tilápia vermelha com o andrógeno natural, produziram 99,1% de machos. Em relação aos resultados dos índices gastrointestinais obtidos, apenas o índice hepatossomático sofreu mudança significativa. A utilização do alimento natural resulta em um aumento da superfície de contato do estômago e intestino, para maior absorção dos nutrientes. O índice gastrointestinal (iGas), por ser de natureza quantitativa, fornece informações mais precisas quanto ao hábito alimentar (Hahn e Delariva, 2003).

Thomé et al. (2005) observaram para Leporinus taeniatus, valores de iGas, mínimos e máximos, de 0.53 ± 0.66 e 1.25 ± 0.74, respectivamente. Os autores sugerem que machos do gênero Leporinus apresentam melhor atividade alimentar fora do período reprodutivo, assim como observado por Hermes-Silva et al. (2004) em Oligosarcus jenynsii. A redução do iGas durante o período reprodutivo pode estar associada à redução ou paralisação da atividade alimentar do indivíduo em migração reprodutiva (Esteves e Pinto- Lobo, 2001). Costa et al. (2008) caracterizaram os índices gastrintestinais e não encontraram diferenças significativas para a carpa comum (Cyprinus carpio) alimentada com capim teosinto (Euchlaena mexicana) e suplementados com ração. Na piscicultura, para se obter melhor eficiência alimentar, é necessária a integração de fatores como: características fisiológicas, hábito alimentar e exigência nutricional, além da composição química e da disponibilidade de nutrientes dos ingredientes selecionados para o preparo de uma ração completa (Lanna et al., 2004). Em estudos futuros uma análise da anatomia dos órgãos do sistema digestivo das tilápias através de estudos histológicos é necessária, desta forma o impacto da alimentação natural e artificial na fisiologia do indivíduo poderá ser melhor compreendida.

Os peixes expostos a microalgas de água doce obtiveram desempenho inferior aos demais tratamentos. No presente estudo, as microalgas foram compostas quase totalmente por Microcystis. Turker et al. (2003) demonstraram que a água de cultivo da tilápia do Nilo é dominada pelo fitoplâncton, sendo esta espécie uma excelente filtradora de cianobactérias do gênero Microcystis (Deblois et al., 2008). O comprimento do intestino dos peixes está relacionado à categoria trófica da espécie. Desta forma, uma modificação na dieta dos peixes, como exemplo, a base de microalgas, pode modificar o comprimento intestinal como forma de adaptação destes organismos (Rodrigues e Menin, 2008). Excesso de cianobactérias na água de cultivo pode causar vários danos ao ecossistema aquático, como por exemplo, hipoxia e danos nas guelras dos peixes. Os gêneros Microcystis e Anabaena também produzem toxinas que acarretam problemas a humanos (Carmichael, 2001) e organismos aquáticos (Malbrouck e Kestemont, 2006). Peixes herbívoros, como a tilápias do Nilo, carpa espelho e carpa cabeça-grande são capazes de reduzir em até 93% populações de Microcystis spp. em grandes corpos aquáticos (Kaihong et al., 2006).

No presente estudo, as tilápias vermelhas alimentadas somente com o alimento artificial ou combinado com microalgas de água doce, obtiveram desempenho zootécnico inferior aos animais expostos a microalga marinha, que também obtiveram uma coloração mais expressiva, fator de grande importância para as exigências do mercado consumidor. A suplementação alimentar com S. platensis demonstrou resultados mais expressivos e imediatos. A junção dos dois tipos de alimentação (artificial e natural) resultou em um ganho de peso e crescimento significativo e, consequentemente, uma maior taxa de sobrevivência. Desta forma, nas condições testadas, esta microalga marinha pode ser utilizada com êxito em dietas para tilápia vermelha, nas primeiras fases do cultivo. Sugerem-se estudos da relação custo-benefício do cultivo e oferta desta microalga para os peixes, e as vantagens que esta prática poderá trazer para a economia da tilapicultura comercial.

 

Agradecimentos

À Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), ao Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq) e á Fundação Cearense de apoio e Desenvolvimento Científico (FUNCAP), pelo auxílio financeiro concedido durante a pesquisa. À Ind. e Com. de Alimentos Desidratados Alcon Ltda (Camboriú – SC) e à GUABI NUTRIÇÃO ANIMAL pelo fornecimento de insumos oriundos da parceria firmada com nossa instituição de pesquisa.

 

Referências

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Notas

¤ Como citar este artigo: Gomes IGRF, Chaves FH, Barros RNA, Moreira RL,Teixeira EG, Moreira AGL, Farias WRL. Efeito da suplementação da dieta com Spirulina platensis no crescimento e coloração de tilápia vermelha. Rev Colomb Cienc Pecu 2012; 25:462-471.

Abstract : 116

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