35n1 05 Portugués

ORIGINAL ARTICLE/ARTÍCULO ORIGINAL/ ARTIGO ORIGINAL

DOI:10.17533/udea.iee.v35n1a05

 

Fatores de risco para desenvolvimento de doença cardiovascular em mulheres

 

Risk factors for developing cardiovascular disease in women

 

Factores de riesgo para el desarrollo de enfermedad cardiovascular en mujeres

 

 

Raíssa Santos-Vieira1;Adriana Martins-Gallo2; Cesar Junior Aparecido de Carvalho 3;Juliane Pagliari-Araujo 4;Rosangela Cabral 56;Gabrielle Jacklin-Eler

 

1Técnica em Enfermagem. Hospital do Coração, Londrina, Paraná, Brazil. email: raissa_sv@hotmail.com .

2Enfermeira, M.Sc. Professora, Londrina, Paraná, Brazil. email: adriana.gallo@ifpr.edu.br .

3Enfermeiro, Ph.D. Professor, Federal Institute of Paraná, Londrina, Paraná, Brazil. email: cesar.carvalho@ifpr.edu.br.

4Enfermeira, M.Sc. Professora, Federal Institute of Paraná, Londrina, Paraná, Brazil. email: juliane.pagliari@ifpr.edu.br .

5Enfermeira, Especialista. Professora, Federal Institute of Paraná, Londrina, Paraná, Brazil. email: rosangela.cabral@ifpr.edu.br .

6Enfermeira, Ph.D. Professora, Federal Institute of Paraná, Londrina, Paraná, Brazil. email: gabrielle.eler@ifpr.edu.br.

 

Conflictos de intereses: ninguno.

Recibido en: Junio 26, 2016.

Aprobado en: Enero 31, 2017.

Cómo citar este artículo: Vieira RS, Gallo AM, Carvalho CJA, Araujo JP, Cabral R, Eler GJ. Risk factors for developing cardiovascular disease in women. Invest. Educ. Enferm. 2016; 35(1):


RESUMO

Objetivo. Avaliar os fatores que predispõem ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares em mulheres que eram atendidas em uma Unidade Básica de Saúde em Londrina, Paraná, Brasil.

Métodos. A pesquisa foi caracterizada como observacional e quantitativa. A amostra populacional consistiu de 60 mulheres com idade superior a 18 anos, sendo escolhidas aleatoriamente. Para coleta de dados, foi utilizado o software mHealth Data Collector (mHDC), dispositivo móvel, com questionário sobre hábitos diários, estado de saúde e doença. As medições realizadas foram de glicose e colesterol no sangue, pressão arterial e medidas antropométricas. A coleta de dados ocorreu em fevereiro de 2014 a novembro de 2014.

Resultados. Foram encontrados fatores de risco como sobrepeso/obesidade e sedentarismo (68.3%), seguidos por história familiar para doença cardiovascular (43.3%), hipercolesterolemia (38.3%) e hipertensão (13.3%).

Conclusão. Esta população de mulheres apresentaram fatores de risco para o desenvolvimento de doença cardiovascular em todas as idades, sendo necessário a implementação de medidas que estimule mudanças nos hábitos diários e melhore as condições de saúde entre as mulheres pela equipe de saúde.

Palavras chave: doenças cardiovasculares;  mulheres; estilo de vida; fatores de risco;  inquéritos e questionários. 


ABSTRACT

Objective. To evaluate the factors that predispose to the development of cardiovascular diseases in women who were attended at a Basic Health Unit in Londrina, Paraná, Brazil.

Methods. The research was characterized as observational and quantitative. The population sample consisted of 60 women aged over 18 years, being chosen at random. For data collection, mHealth Data Collector (mHDC), a mobile device, was used with a questionnaire on daily habits, health status, and disease. Measurements were made of glucose and blood cholesterol, blood pressure and anthropometric measurements. Data collection took place in February 2014 to November 2014.

Results. Risk factors were overweight / obesity (63.8%) and sedentary lifestyle (65%), followed by family history of cardiovascular disease (43.3%), hypercholesterolemia (38.3%), and hypertension (13.3%).

Conclusion. This population of women presented risk factors for the development of cardiovascular disease in all ages, being necessary the implementation of measures that stimulate changes in the daily habits and improve health conditions among women by the health team.

Keywords: cardiovascular diseases;  women; life style;  risk factors;  surveys and questionnaires

RESUMEN

Objetivo. Evaluar los factores que predisponen el desarrollo de enfermedad cardiovascular en mujeres atendidas en una Unidad Básica de Salud en Londrina, Paraná, Brasil.

Métodos. Estudio descriptivo. La población de la muestra consistió en 60 mujeres mayores de 18 años, seleccionadas aleatoriamente. Para la recolección de información, se utilizó el software móvil mHealth Data Collector (mHDC), que contiene un cuestionario sobre hábitos de vida, estado de salud y la enfermedad. Se realizaron mediciones de glucosa, colesterol, presión arterial y medidas antropométricas.

Resultados. Se encontraron factores de riesgo de tener sobrepeso / obesidad y la inactividad física (68.3%), seguido de antecedentes familiares de enfermedad cardiovascular (43.3%), hipercolesterolemia (38.3%) y la hipertensión (13.3%).

Conclusión. Esta población de mujeres tenía factores de riesgo de desarrollar enfermedad cardiovascular en todas las edades, lo que requiere la aplicación de medidas para estimular cambios en los hábitos diarios y mejorar las condiciones de salud.

Palabras clave: enfermedades cardiovasculares;  mujeres; estilo de vida; factores de riesgo;  encuestas y cuestionarios. 


 

 

INTRODUÇÃO

As Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) são caracterizadas por um conjunto de doenças como doença cardiovascular, obesidade, diabetes, câncer, doenças respiratórias crônicas e distúrbios neuropsiquiátricos. Com o aumento do envelhecimento da população e expectativa de vida no Brasil, essas doenças são predominantes nas estatísticas de mortalidade, com 63% das mortes no mundo e 72% no Brasil.(1) As DCNT estão diretamente relacionados com os determinantes sociais como fatores de risco não modificáveis como sexo, genética e idade; e os fatores de risco modificáveis como tabagismo, alcoolismo, sedentarismo e alimentação não saudável. Estes podem levar a fatores de risco intermediários como hipertensão, dislipidemia, sobrepeso, obesidade e intolerância à glicose, com desfechos em doenças coronariana, doença cerebrovascular, doença vascular periférica, doença renal crônica, diabetes, doença pulmonar obstrutiva crônica, enfisema, cânceres e problemas psicológicos.(1-3) Com as doenças crônicas e as suas consequências, a expectativa de vida reduziu e aumentaram os gastos para o setor de saúde pública na reabilitação, por isso existe um interesse no monitoramento das epidemias com mecanismos de controle e prevenção no Brasil e no Mundo.(2) A forma de detecção é a avaliação nutricional individual com base em históricos médicos, nutrição, medicamentos, exame físico, bioquímicos e dados antropométricos para identificar ou confirmar a existência de risco de um processo de doença nutricional, como obesidade e dislipidemia. Assim, a identificação precoce de riscos e orientações envolvendo dados dietéticos, antropométricas e bioquímicas pela equipe de saúde, podem promover a saúde, reabilitação e estimular hábitos saudáveis.(4)

No Brasil, foi instituído o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das DCNT no Brasil (2011-2022) com objetivo de promover o desenvolvimento de políticas públicas efetivas para prevenção e controle das DCNT,(2) sendo efetivado prioritariamente na Atenção Primária à Saúde (APS), consolidada através do programa de governo da Estratégia Saúde da Família (ESF), que atuam na promoção da saúde, prevenção de doenças, diagnóstico, tratamento dos problemas mais prevalentes de saúde e recuperação pessoal de toda a população. Os clientes nesse sistema são em sua maioria, crianças e mulheres de meia idade e idosas, enquanto homens geralmente são idosos com doenças crônicas já instaladas.(3) O principal profissional envolvido nestas atividades, é o enfermeiro e a equipe de enfermagem, os quais tem a responsabilidade por assistir, prevenir e promover o auto-cuidado, assumindo a responsabilidade pela continuidade dos cuidados ao longo da vida. Quando se compara homens e mulheres, no Brasil alguns estudos vêm mostrando parâmetros que evidenciam risco para o desenvolvimento de doença cardiovascular em ambos os gêneros. Nas mulheres há um índice maior de obesidade abdominal, sedentarismo e diabetes, enquanto nos homens prevalece o consumo de tabaco, álcool, dieta inadequada e sobrepeso, já a hipertensão e dislipidemias não há diferença em ambos os sexos.(1,3) Mostrando a necessidade de promoção e prevenção para controle do desenvolvimento de doenças cardiovasculares principalmente em fatores de risco modificáveis, principalmente com estímulo de atividade física para mulheres e mudanças de hábitos sociais para homens. Neste contexto, o principal objetivo deste estudo foi avaliar o estado atual da saúde da população de mulheres jovens, adultas e idosas em uma Unidade Básica de Saúde em Londrina, Paraná, Brasil, levantando os fatores de risco que predispõem ao desenvolvimento de doença cardiovascular.

 

 

 

MÉTODOS

Pesquisa. Este estudo é caracterizado como observacional e descritivo, com análise quantitativa. Os sujeitos do estudo foram 60 mulheres com idade acima de 18 anos, atendidas em Unidade Básica de Saúde (UBS) para consulta, monitoramento médico e de enfermagem, em Londrina, Paraná, Brasil. Para fim de análise e comparação, os sujeitos da pesquisa foram distribuídos em três grupos de 20 mulheres cada, sendo os grupos de idade de 18 a 39 anos, 40 a 59 anos e igual ou acima de 60 anos. Os participantes foram selecionados por amostragem aleatória simples sobre variáveis categóricas e o número de participantes foi determinado através de cálculo estatístico, utilizando para este parâmetros: população de mulheres (p) do município de Londrina, variável normal padronizada (Z) associada ao nível de confiança (90%), verdadeira probabilidade do evento (p) e erro (e) amostral (10%). A fórmula utilizada para a amostra calculada(n) foi n=N.Z2.p.(1-p)/Z2.p.(1-p) + e2.(N-1).

Coleta dos dados. A coleta de dados ocorreu entre fevereiro a novembro de 2014, na própria UBS, por meio de um questionário estruturado com a ajuda do software mHealth Data Collector (mHDC)(4) através de um dispositivo móvel, onde os dados foram coletados, armazenados e transportados para e-mail do pesquisador na forma de tabela. O questionário abrangeu os seguintes itens: a) formulário de dados pessoais; b) dados antropométricos; c) dados biológicos; d) hábitos diários, e; e) doenças prévias. Para coleta de dados antropométricos como Índice de Massa Corporal (IMC), Razão Cintura Quadril (RCQ) e Porcentagem de Gordura Corporal, foram utilizados balança antropométrica marca Toledo®, trena antropométrica e adipômetro marca Cescorf®. Na medida RCQ a trena foi posicionada no ponto médio entre o rebordo costal inferior e a crista ilíaca e as pregas cutâneas foram tríceps vertical, subscapular diagonal, suprailíaca diagonal e abdome horizontal.5 Para verificar a pressão sanguínea foram utilizados estetoscópio e esfigmomanômetro da marca Premium®. A classificação dos parâmetros para IMC foram 18.5 a 24.99 (normal), 25 a 29.99 (sobrepeso), 30 a 34.99 (obesidade nível I), 35 a 39.99 (obesidade nível II) e > 40 (obesidade nível III). Para RCQ foram classificados como baixo (<0.74), moderado (0.74 a 0.81), alto (0.82 a 0.88) e muito alto (> 0.88). Para a Porcentagem de Gordura Corporal foram classificados como sendo a média (15 a 22%), acima da média (23 a 29%) e obeso (≥ 30%).5 A pressão arterial foi verificada após os participantes repousarem por 10 minutos. Foram classificados como pressão arterial sistólica normal (<120 mmHg), limítrofe (130-139 mmHg) e anormal (>140 mmHg). Para pressão arterial diastólica as métricas foram consideradas normal (<80 mmHg), limítrofe (80-90 mmHg), e anormal (>90 mmHg).(6)

Para coleta dos dados referente às análises biológicas, os participantes estavam em jejum prévio de 12 horas e foi utilizado Monitor Portátil para determinação de glicose e colesterol modelo Accutrend Plus Roche®. Foi feito assepsia do dedo indicador esquerdo do participante, posteriormente, lesão com lanceta estéril Roche®, uma gota de sangue foi coletada na tira teste glucose, em seguida, mais uma gota para tira teste colesterol, sendo utilizado sempre o mesmo aparelho que foi calibrado para as respectivas amostras, os resultados demoraram alguns segundos para ficarem prontos e foram armazenados no mHDC. Valores da glicemia foram classificados em normal (<100 mg/dL), tolerância a glicose diminuída (100-126 mg/dl) e diabetes mellitus (≥126 mg/dl).4 Colesterol total foram classificados como normal (<200 mg/dl), limítrofe (200-239 mg/dl) e alto (>240 mg/dl).4 Posteriormente os resultados foram apresentados pela frequência absoluta e relativa, distribuídos em tabela, com porcentagem.

Método Estatístico. A diferença entre os grupos de mulheres de diferentes idades foram analisados usando Análise de Variância (ANOVA one way). Os resultados comparados entre as diferentes idades foram: tabagismo, alcoolismo, atividade física, histótia familiar para doença coronariana, colesterol, glicemia, RCQ, Porcentagem de Gordura Corporal, IMC, pressão arterial sistólica e pressão arterial diastólica. O nível de significância estatística para os testes foi p<0.05.

Aspectos Éticos. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual de Londrina com o número de parecer 494.314, CAAE: 24140413.0.0000.5231, e a participação dos sujeitos no estudo foi voluntária, consistiu de aceitação prévia pelo participante e as mulheres foram orientadas sobre o objetivo da pesquisa e após sanarem possíveis dúvidas, assinaram o Termo de Consentimento. Foi garantido anonimato, preservando a privacidade das informações recebidas.

 

 

RESULTADOS

Características socioeconômicas. Os sujeitos deste estudo foram divididos de acordo com a faixa etária, sendo 20 mulheres com idade entre 18 e 39 anos, 20 entre 40 e 59 anos e 20 com idade acima de 60 anos, totalizando 60 participantes. A Tabela 1 apresenta os dados das condições socioeconômicas, como o nível educacional, renda familiar e condições de trabalho. Com relação à escolaridade da população estudada, verificou-se que as mulheres com idade de 18 a 39 anos e 40 a 59 anos, 12 (60%) e 11 (55%) tem o ensino médio, respectivamente, e das 20 mulheres com idade acima de 60 anos, 11 (55%) tem apenas o ensino fundamental. Isso mostra que quanto menor a idade, maior o nível de escolaridade, o que pode estar relacionado com o maior incentivo à educação e desenvolvimento do país. Sobre a renda familiar, verificou-se que é maior em mulheres com idades compreendidas entre os 18 e 39 anos, enquanto nos idosos é menor, com a classificação de um a três salários mínimos. Em relação à empregabilidade, as mulheres na sua maioria têm vínculo empregatício, 16 (80%) entre 18 a 39 anos, 12 (60%) entre 40 a 59 anos e mulheres com mais de 60 anos foram 10 (50%).

Tabela 1. Características socioeconômicas de mulheres por grupo de idade. Londrina, Paraná, Brasil, 2014


Indicadores de saúde e hábitos diários. A Tabela 2 apresenta os dados dos indicadores de saúde e hábitos diários, incluindo, tabagismo, alcoolismo, atividade física, história familiar de doença coronariana e doenças prévias. Para o tabagismo, 18 (90%) das mulheres entre 18 a 39 anos, 15 (75%)  de 40 a 59 anos e 15 (75%) acima de 60 anos, nunca fizeram uso do tabaco. Em relação aos indicadores de consumo de álcool entre as mulheres de 18 a 39 anos, 40 a 59 anos e 60 anos ou mais, 18 (90%), 17 (85%), 20 (100%) relataram não consumir bebida alcoólica, respectivamente. Em relação aos dados sobre atividade física, houve baixa adesão das mulheres à prática de exercício físico em todos os grupos etários; sendo que 39 (65%) disseram que não têm este hábito. Quanto à história familiar de doença coronariana, as mulheres foram questionadas se já havia tido casos de doença cardiovascular em parentes de primeiro grau (pai, mãe e/ou irmão) em sua família, como resultado, nas faixas etárias de 18 a 39 anos e 40 a 59 anos, negaram possuir, 13 (65%) e 11 (55%), respectivamente. Na faixa etária das mulheres com mais de 60 anos, verificou-se que 10 (50%) relataram doença coronariana na família.  Também na Tabela 2, sobre os indicadores de doenças prévias, apenas 14 (23.3%) mulheres negaram a existência. O restante, 46 (76.6%), todas tinham algum tipo de patologia pré-existente. Há um aumento das patologias conforme o aumento da idade.

Table 2. Indicadores de saúde e hábitos diários em mulheres por grupo de idade. Londrina, Paraná, Brasil,


Parâmetros antropométricos e biológicos. Na Tabela 3 estão os dados de colesterol, glicemia, RCQ, IMC, porcentagem de gordural corporal e pressão arterial sistólica e diastólica. Em relação aos indicadores de colesterol, em todos os grupos etários mais da metade das mulheres tiveram resultados satisfatórios, mas esta proporção diminuiu como aumento da idade. Os resultados foram alterados para 6 (30%), 8 (40%) e 9 (45%) entre as idades de 18 a 39 anos, 40 a 59 anos e com mais de 60 anos, respectivamente. Sendo preocupantes estes resultados para mulheres de meia-idade, que se assemelham as idosas. Quanto a glicemia, 57 (95%) mulheres estavam dentro dos limites normais, apesar de 9 entrevistadas referirem diagnóstico de diabetes mellitus, estes resultados sugerem que existe um controle da glicemia por meio de terapias farmacológicas.  Para mensurar sobrepeso e obesidade foram coletados dados de IMC, RCQ e percentual de gordura corporal (Tabela 3). Em relação ao IMC, foram valores normais para apenas 10 (50%) mulheres entre 18 a 39 anos. Resultados alterados para sobrepeso e obesidade, foram 10 (50%) de 18 a 39 anos, 17 (85%) de 40 a 59 anos e 14 (70%) acima de 60 anos. Estes resultados estão acima da média nacional e o maior índice nas mulheres com idade entre 40 a 59 anos.

Sobre o RCQ, os resultados são alarmantes, apenas 1 (1.7%) mulher na faixa de 18 a 39 anos teve baixo risco, o restante, 59 (98.2%) tiveram algum tipo de risco. Foram classificadas com alto risco de desenvolver doenças crônicas, como consequência do acúmulo de gordura abdominal, 15 (75%) de 18 a 39 anos e 20 (100%) nas outras faixas. Estes resultados são interessantes, porque, como há o aumento da idade, há uma tendência de aumento de gordura localizada na região abdominal em mulheres, mas em nossos dados, as jovens apresentam resultados que se aproximam muito das mulheres acima de 40 anos, trazendo uma preocupação com o risco geral da população para o desenvolvimento de doenças crônicas. Referindo-se ao percentual de gordura corporal, foi identificado a prevalência de obesidade em todas as faixas etárias, 11 (55%) de 18 a 39 anos, 20 (100%) de 40 a 59 anos e 19 (95%) acima de 60 estão obesos que complementa os valores alterados de IMC e RCQ. Os dados sobre a pressão arterial sistólica mostrou apenas 1 caso (5%) anormal e 3 (15%) limítrofe na faixa etária de 18 a 39 anos; 1 (5%) e 4 (20%) anormal e limítrofe para a faixa de 40 a 59 anos. Na faixa etária acima de 60 anos, 12 (60%) apresentaram valores limítrofes. A pressão arterial diastólica apresentou valor limítrofe semelhante para ambos os grupos etários, respectivamente, 11 (55%), 10 (50%), 15 (75%), o que é preocupante, mostrando que mesmo em mulheres jovens e de meia idade, há um índice aproximado de pressão diastólica com os das mulheres idosas que têm maior probabilidade de apresentar alterações devido a fatores que envolvem o aumento da idade.

 

Tabela 3. Dados antropométricos e biológicos em mulheres por grupo de idade. Londrina, Paraná, Brasil, 2014.


Em nosso estudo muitas mulheres têm doenças prévias associadas a fatores de risco, como Sobrepeso/Obesidade (68.3%), sedentarismo (65%), e Hipercolesterolemia (38.3),  presentes em todas as faixas etárias, especialmente acima dos 40 anos. Além disso, mais da metade disseram que tinham histórico de doença coronariana na família Tabela 4.

Tabela 4 . Fatores de risco para desenvolvimento de doença coronariana em mulheres. Londrina, Paraná, Brasil, 2014.

 

 

DISCUSSÃO

Características socioeconômicas. Várias transformações demográficas, sociais, políticas e econômicas têm modificado a sociedade brasileira nas últimas décadas, causando sérios impactos sobre o estilo de vida e saúde da população e criando novas demandas no sistema público de saúde. Além disso, o papel da mulher na sociedade também mudou no decorrer dos anos, no entanto, ainda há muito a ser discutido, porque com as mulheres no mercado de trabalho, com rotina cada vez mais acelerada e estresse da vida quotidiana, percebe o descuido com questões alimentares e da atividade física, em adição ao uso aumentado de substâncias, tais como álcool e de tabaco.(1,7) No presente estudo, verificou-se que com o aumento da idade nas mulheres diminui o nível de escolaridade e até mesmo na juventude, a educação fica aquém do desejado. A educação é vista como essencial para a promoção da cidadania, com impacto visível sobre as condições gerais de vida da população, tornando-se cada vez mais essencial para a inclusão social. Com a necessidade de qualificação para ocupações de trabalho, tem que ser maior o acesso à educação de qualidade, portanto, mais igualitária e com oportunidade de ascender aos cargos mais valorizados.(8) Quanto à empregabilidade nos últimos dez anos no Brasil, houve aumento do trabalho formal para homens e mulheres com mais de 16 anos de idade. No que diz respeito às mulheres, em 2011, 54.8% tinham um emprego formal. A informalidade é uma característica da população de idosos com 60 anos ou mais (71.7%) e os jovens de 16 a 24 anos (46.5%).(8) Estas taxas são ainda insatisfatórias para serem consideradas ideais para as famílias desfrutarem de condições favoráveis para a manutenção e aumento da padrão de vida, essencial para o bem estar da família.

Analisando a renda familiar per capita nacional, tem o valor de USD 232.43. Entre as unidades da federação, o estado do Paraná está em sexto lugar, com uma renda familiar per capita de USD 263.81, e 41.66% das mulheres vivem com um a três salários mínimos, o que dificulta o acesso aos estudos, uma boa nutrição, já que muitas vezes não residem na sua própria casa e tem gasto com transporte para o trabalho.(8) Um estudo realizado na região metropolitana de Londrina, em Cambé, Paraná, Brasil, analisou a associação entre indicadores de capital social e comportamento relacionado à saúde e enfatizou que o status econômico afeta os resultados de saúde, tendo o escore de capital social relação inversa com o número de comportamentos de risco para saúde, reforçando a importância de se considerar o capital social nas políticas de promoção da saúde. Ou seja, menor índice de capital social foram associados com taxa insuficiente de atividade física, consumo irregular de frutas e vegetais e aumento do tabagismo, enquanto o maior índice de capital social mostrou média baixa de comportamento de risco.(7) Em nosso estudo, incluímos o nível de escolaridade, ocupação e renda para uma associação com os resultados relacionados com a saúde desta população, e vimos que o nível de escolaridade e renda não são favoráveis e pode ser um dos fatores para resultados com comportamento de risco.

Indicadores de saúde e hábitos diários. Segundo alguns autores, os indicadores de saúde, especialmente a causa de morbidade, servem para traçar o perfil epidemiológico de uma determinada região e a análise deste indicador traduz em importante ferramenta na pesquisa em saúde e pode contribuir para a compreensão dos processos envolvidos,(9) bem como o planejamento de ações de saúde pública. Neste sentido, outros estudos sugerem que os comportamentos e estilos de vida são importantes determinantes sociais de condições crônicas.(2,7,10) Entre os indicadores, o tabagismo e o consumo de álcool teve pouco destaque em todas as faixas etárias. Um estudo realizado na cidade de Fortaleza, Ceará. Brasil, abordou 2.691 pessoas cadastradas no sistema de saúde por hipertensão ou diabetes, destes, 73.6% eram mulheres e 79.7% eram não-fumantes,(11) semelhante aos nossos resultados que foram  80% de não fumantes. Outros estudos também mostraram baixas taxas de consumo de tabaco, sendo o maior consumo de tabaco e álcool vistos principalmente em homens conforme diminui a idade e geralmente associados.(3,7,12)

Quanto à inatividade física, os nossos resultados mostram que 65% das entrevistadas disseram que não têm o hábito de realizar atividade física. Dados semelhantes foram observados em outro estudo em Cambé, Paraná, Brasil, que entre os fatores de risco analisados, a prevalência foi maior em relação ao sedentarismo e obesidade.(13) Outras pesquisas no mesmo município mostrou que inatividade física foi comportamento mais prevalente (71.3%) sequido por baixo ou moderado consumo de frutas e verduras (63.1%), o tabagismo (19.7%) e consumo abusivo de álcool (18.2%),(7,14) sendo que as mulheres apresentam comportamento negativo (52.3%) estão prevalentes em classes econômicas mais baixas, com menor escolaridade e idade entre 40 e 49 anos,(15) semelhante ao nossos achados. Pesquisa realizada no nordeste do Brasil, mostra que 56.9% das mulheres não praticavam atividade físicas, e 32% praticavam até duas vezes por semana,(16) sendo resultados semelhantes aos do nosso estudo. Outro estudo com mulheres da América Latina mostra que apenas 6.6% realizavam exercícios físicos cinco dias da semana, 25% dois ou mais dias por semana, dos 31.6% que praticavam atividade física.(16)

Estilos de vida pouco saudáveis, como a falta de atividade física e alimentação inadequada são os principais fatores que contribuem para a mortalidade por doença cardiovascular, acidente vascular cerebral, doenças respiratórias e diabetes. Além de contribuir como as principais causas de morte por câncer em indivíduos de média e baixa renda: sendo o tabaco responsável por 18% das mortes; o baixo consumo de frutas e legumes por 6% das mortes; e consumo excessivo de álcool por 5% das mortes.(3) Ainda, quanto à autorecuperação de saúde e variáveis demográficas, há maior prevalência de autopercepção negativa em mulheres, indivíduos com menor escolaridade ou que apresentam alguma doença crônica.(17) Em nosso estudo muitas mulheres têm doenças prévias associadas a fatores de risco, como as doenças cardiovasculares, endócrinas, reumáticas, osteoarticular e mental, presentes em todas as faixas etárias, especialmente acima dos 40 anos. Além disso, mais da metade disseram que tinham histórico de doença coronariana na família, o que é preocupante, porque estudo mostra que a história familiar cardiovascular está associada com doença coronariana e do miocárdio.(11) Isso reforça que estas mulheres em nosso estudo precisam ser cuidadas e que a equipe de saúde precisa oferecer medidas de controle e trabalharem redução de risco nesta população, fazendo esse trabalho geralmente o enfermeiro da ESF junto a sua equipe. Concordando relatado em estudo que os enfermeiros, devem ter atenção com a população que tem maior exposição a fatores de risco para a síndrome metabólica, atuando para fortalecer os programas educacionais que promovam estilos de vida saudáveis.(18)

Parâmetros antropométricos e biológicos. Em relação ao colesterol, 38.3% das mulheres apresentaram valores limítrofes a anormais. Já, em um estudo realizado no Estado do Maranhão, norte do Brasil, com 218 mulheres, havia uma prevalência de perfil alterado lipídico (hipercolesterolemia em 68.8%) e excesso de peso.(19) A glicemia se mostrou normal em 95% das mulheres, enquanto valores limítrofes e anormais de glicose em 5%, sendo que 15% referiram ter diagnóstico de Diabetes, sugerindo estarem controlados mediante tratamento farmacológico. Os nossos achados estão menores do que a média nacional que mostra 8% da população com Diabetes.(1) Os valores diferentes podem ser devido às diferenças metodológicas que na pesquisa nacional foi feita via telefone enquanto nosso estudo usaram testes bioquímicos rápidos para glicemia. A nossa amostra foi pequena não representando a região sul do país que apresentam valores maiores do que a média nacional, como mostra outro estudo feito em nossa região com homens e mulheres acima de 40 anos, apresentou 12.1% dos indivíduos que referiram ter Diabetes, o que difere dos nossos achados.(20)

Nas medidas antropométricas de nosso estudo, a RCQ foi elevada em 91.6% mulheres. Estudo realizado no Brasil, 83.7% dos 369 indivíduos tinham valores inadequados de RCQ e, destes 85.4% eram mulheres e 89.7% eram sedentárias,(21) o que concorda com os nossos achados. Estudo em nossa região mostrou prevalência de obesidade abdominal de 49.7% em homens e mulheres, tendo sido mais elevada em mulheres (mais do dobro que nos homens) e aumenta com a progressão da idade, principalmente a partir dos 50 anos,(20) semelhante aos nossos resultados que houve prevalência em todas as idades com maior ênfase dos 40 aos 59 anos. Outra pesquisa relata que há maiores riscos de eventos cardiovasculares com aumento da circunferência abdominal,(22) indicando que as mulheres de nosso estudo tem risco para o desenvolvimento de doenças crônicas, pois apresentam altos valores na RCQ, IMC e percentual de gordura corporal, seguido de alta taxa de obesidade. Os dados sobre a pressão arterial sistólica e diastólica são preocupantes, especialmente na diastólica limítrofe em 60% de todas as entrevistadas. Foi encontrado em outros estudos a prevalência de 60%(23) e 65%(18) da amostra com pressão arterial elevada, representando mais de metade dos indivíduos, semelhantes aos nossos resultados. Outro estudo com a população brasileira mostrou que a região sul do país teve maior aumento da pressão arterial de 2006 a 2011 em relação aos outros estados e a prevalência foi maior em mulheres.(24)

O estudo ELSA-Brasil pesquisou adultos brasileiros quanto aos fatores de risco para o desenvolvimento de doença crônica, encontrou na população 63.1% de excesso de peso, 61.5% hipercolesterolemia, 35.8% hipertensão, 20.3% intolerância à glicose, 19.7% diabetes, 26.7% transtorno mental e 4.7% de história de doença coronariana. Neste estudo quando comparado mulheres e homens, houve maior índice para sedentarismo (79.9%), obesidade (24.8%), hipercolesterolemia (63.6%), baixo HDL (20.7%), transtornos mentais (33.7%), câncer (5%) e doenças respiratórias (13%) em mulheres.(25) Alguns de nossos achados se aproximam ao do ELSA-Brasil, como sedentarismo (68.3%) e obesidade (26.6%).

As condições anormais de saúde e hábitos diários das mulheres caracterizam o risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, destacando neste estudo a obesidade, sobrepeso, seguido por inatividade física, história prévia de doença cardiovascular, hipercolesterolemia e hipertensão, mas teve maior destaque para o fator de risco obesidade em mulheres com mais de 40 anos, mantendo-se relevante também nas jovens. Como os resultados do nosso estudo, há dados semelhantes, que destacam a obesidade, hipertensão arterial, HDL baixo, dieta pouco saudável e sedentarismo relacionadas com comportamentos de risco e capital social.(1,7,14,15,18-24) Apesar de todos esses dados mostrados, estudos têm evidenciado que a taxa de mortalidade por DCNT apresentou uma tendência de redução de cerca de 20% desde a década de 1990, sendo observadas reduções maiores nas doenças cerebrovasculares, isquêmicas e respiratórias crônicas. Os autores atribuem esta redução à expansão da APS, que cobre mais de 60% da população, a melhoria do acesso à atenção e a importante redução da prevalência de tabagismo no Brasil, de 34.8% (1989) para 8.7% (2014).(1,3) Mas, na região de nosso estudo é necessário atenção, uma pesquisa que avaliou taxas de internação por doenças cardiovasculares sensíveis à APS e cobertura da ESF de residentes no estado do Paraná, mostrou que na nossa região não houve redução significativa dos internamentos, revelando estabilidade ou pequena quedas nestas taxas,26 indicando que mesmo com maior cobertura pela ESF ainda não há melhoras nos indicadores, sendo necessário uma melhor atuação da equipe de enfermagem e demais profissionais de saúde com o estabelecimento de metas baseados no Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das DCNT.(2) E, novos estudos a fim de identificar prováveis fatores e causas que influenciaram os resultados, como acesso e qualidade do serviço.(26)

Vantagens e limitações. Há aspectos importantes no nosso estudo que mostra a realidade de uma pequena parte da população urbana, que possui importante estilo de vida socio-demográfico associado à obesidade e fatores de risco para desenvolvimento de doença coronariana. O estudo abrangeu tanto indivíduos saudáveis (que procuram a APS para prevenção e rotina nos cuidados primários) e também uma população com doenças, mostrando a realidade desta população a partir dos 18 anos, ao contrário de alguns estudos que analisaram os fatores apenas na população hipertensa,11 população a partir de 40 anos,(7,14,15,20) idosos(18) e da população em geral de um estado e país.(1,2,16,24) Além desses, foi verificado pressão arterial e valores de glicemia e colesterol no momento da pesquisa e não apenas a doença referida pelo indivíduo como nas pesquisas por inquérito populacional.(1,2,20,24) Há limitações neste estudo, sendo que os dados não foram discriminados por etnia; a amostra calculada possui nível de confiança de 90% e erro de 10% no cálculo; a população abordada é de uma região que apresenta menor nível socioeconômico; apesar de considerarmos a população que procura UBS como parte saudável (prevenção) e parte doente (em tratamento), no Brasil ainda se tem a cultura em maior parte dos indivíduos de procurar cuidados de saúde quando há uma queixa, então pode ser que nossos dados represente uma população mais doente do que saudável.

 

 

CONCLUSÃO

 Analisando estes resultados, há prevalência de obesidade, sobrepeso, inatividade física, seguido por história prévia de doença cardiovascular, hipercolesterolemia e hipertensão, principalmente em mulheres com mais de 40 anos, mantendo-se relevante também nas jovens. Dessa forma, se torna necessário implementar medidas de estímulo para alterar positivamente os fatores de risco modificáveis e melhorar as condições de saúde entre as mulheres para diminuir o risco para doenças cardiovasculares. Há necessidade de profissionais de saúde preparados, como a equipe de enfermagem que atua diretamente nos serviços de APS para atender, orientar e decidir sobre as demandas de saúde, acolhendo a mulher e sua família durante todo o processo, atuando na prevenção, momentos iniciais dos sinais e sintomas, doença com cuidado integral e continuidade. Assim, as atividades de promoção da saúde podem capacitar as mulheres sobre os benefícios de comportamentos e estilos de vida adequados que ajudam a reduzir os riscos de doença cardiovascular incluídos no Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das DCNT, como o trabalho com as estratégias de alimentação saudável evitando produtos obesogênicos, redução do consumo de sal e estímulo para grupos de atividade física.

 

 

AGRADECIMENTOS

Agradecemos ao Instituto Federal do Paraná pelo financiamento e incentivo para esta pesquisa (Programa de Incentivo e Apoio a Pesquisa – PIAP/2013), a Prefeitura Municipal de Londrina que aceitou a pesquisa e Henrique Yoshikazu Shishido pelo suporte e desenvolvimento do software (mHealth Data Collector) para este estudo.

 

 

REFERENCES

1. Brasil. Ministério da Secretaria de Saúde do Departamento de Vigilância Sanitária de Vigilância de Doenças e Doenças Não Transmissíveis e Promoção da Saúde. Vigitel Brasil 2014: Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico / Ministério da Secretaria de Vigilância em Saúde Saúde, Departamento de Vigilância de Doenças e Doenças Não Transmissíveis e Saúde promoção - Brasília: Ministério da saúde [Internet]. 2015 [Cited 18 Apr 2016]. Available from: http://www.ans.gov.br/images/stories/Materiais_para_pesquisa/Materiais_por_assunto/2015_vigitel.pdf.

2. Malta Deborah Carvalho, Silva Jr Jarbas Barbosa da. O Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis no Brasil e a definição das metas globais para o enfrentamento dessas doenças até 2025: uma revisão. Epidemiol. Serv. Saúde. 2013; 22(1):151-64.

3. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Diretrizes para o cuidado de pessoas com doenças crônicas em redes de cuidados de saúde e nas linhas de cuidado prioritárias / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. - Brasília: Ministério da Saúde [Internet]. 2013 [Cited 18 Apr 2016]. Available from: http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/publicacoes/diretrizes_doencas_cronicas.pdf.

4. Shishido HY, de Andrade RAC, Eler GJ. mHealth Data Collector: An Application to Collect and Report Indicators for Assessment of Cardiometabolic Risk. Studies in Health Technology and Informatics. 2014; 201:425-32.

5. Miranda DEGA, Camargo LRBD, Braga TM. Manual de Avaliação nutricional de adultos e idosos. Rio de Janeiro: Editora Rubio; 2012.

6. Herdy AH, López-Jiménez F, Terzic CP, Milani M, Stein R, Carvalho T et al. South American Guidelines for Cardiovascular Disease Prevention and Rehabilitation. Arq. Bras. Cardiol. 2014; 103(2 Supp l1):1-31.

7. Loch MR, Souza RKT de, Mesas AE, Martinez-Gómez D, Rodríguez-Artalejo F. Relationship between social capital indicators and lifestyle in Brazilian adults. Cad. Saúde Pública. 2015 ; 31(8):1636-47.

8. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística [Internet]. 2012. [cited 18 Apr 2016]; v. 32. Available from: ftp://ftp.ibge.gov.br/Trabalho_e_Rendimento/Pesquisa_Nacional_por_Amostra_de_Domicilios_anual/2012/Volume_Brasil/pnad_brasil_2012.pdf.

9. Carvalho MS, Souza-Santos R. Análise de dados espaciais em saúde pública: métodos, problemas, perspectivas. Cad. Saúde Pública. 2005 ; 21(2): 361-78.

10. Mohnen SM, Völker B, Flap H, Groenewegen PP. Health-related behavior as a mechanism behind the relationship between neighborhood social capital and individual health - a multilevel analysis. BMC Public Health. 2012; 12(1):116.

11. Santos JC, Moreira TMM. Factores de riesgo y complicaciones en hipertensos/diabéticos de una región sanitaria del noreste brasileño. Rev. Esc. Enferm. USP. 2012 ; 46(5):1125-32.

12. Koutra K, Kritsotakis G, Orfanos P, Ratsika N, Kokkevi A, Philalithis A. Social capital and regular alcohol use and binge drinking in adolescence: a cross-sectional study in Greece. Drugs: education, prevention and policy. 201421(4):299-309.

13. Souza RKT, Bortoletto MS, Loch MR, González AD, Matsuo T, Cabrera MAS, Remondi FA, Yonomine CY. Prevalence of cardiovascular risk factors in people aged 40 years or more from the city of Cambé, PR, Brazil (2011): a population-based study. Epidemiol. Serv. Saúde. 2013; 22(3): 435-44.

14. Loch MR, Eumann Mesas A, Rodriguez-Artalejo F, Durán González A, Tanno de Souza RK, Associação entre capital social e autopercepção de saúde em adultos brasileiros. Rev. Saúde Pública. 2015; 491-9.

15. Loch MR, Bortoletto MSS, Tanno de Souza RK, Mesas AE. Simultaneidade de comportamentos de risco para a saúde e fatores associados em estudo de base populacional. Cad. Saúde Colet. 2015; 23(2): 180-7.

16. Jurkowski JM, Mosquera M. Selected Cultural Factors Associated with Physical Activity Among Latino Women. Women’s Health Issues. 2010; 20(3):219-26.

17. Reichert FF, Loch MR, Capilheira MF. Self-reported health status in adolescents, adults and the elderly. Ciênc. Saude Coletiva. 2012; 17(12):3353-62.

18. Teixeira de Paula JA, Costa Moreira O, Diniz da Silva C, Silva DS, dos Santos Amorim PR. Metabolic syndrome prevalence in elderly of urban and rural communities participants in the HIPERDIA in the city of Coimbra/MG, Brazil. Invest. Educ. Enferm. 2015; 33(2):325-33.

19. Cabral NAL, Ribeiro VS, França AKTC, Salgado JVL, Dos Santos AM, Salgado Filho N, Da Silva AA. Hypertriglyceridemic waist and cardiometabolic risk in hypertensive women. Rev. Assoc. Med. Bras. 2012; 58(5):568-73.

20. Siqueira DGB, Souza RKT de, Mesas AE, Santos HG dos, Bortoletto MSS. Diferenças entre sexos nos determinantes da obesidade abdominal em adultos de 40 anos ou mais: estudo de base populacional. Rev. Nutr. 2015; 28(5):485-96.

21. Amer NM, Marcon SS, Santana RG. Body Mass Index and Hypertension in Adult Subjects in Brazil’s Midwest. Arq Bras Cardiol. 2011; 96(1):47-53

22. Lopez-Jaramillo P, Lahera V, Lopez-Lopez J. Epidemic of cardiometabolic diseases: a Latin American point of view. Adv. Cardiovasc. Dis. 2011; 5:119.

23. Silva V, Cade N, Molina M. Coronary risk and associated factors in hypertensive patients at a family health clinic. Rev. Enferm. UERJ. 2013; 20(4):439-44.

24. Andrade SSCA, Malta DC, Iser BM, Sampaio PC, de Moura L. Prevalence of self-reported arterial hypertension in Brazilian capitals in 2011 and analysis of its trends in the period between 2006 and 2011. Rev. Bras. Epidemiol. 2014; 17(Suppl 1):215-26.

25. Schmidt MI, Duncan BB, Mill JG, Lotufo PA, Chor D, Barreto SM, Aquino EML, Passos VMAP, Matos SMA, Molina MCB, Carvalho MS, Bensenor IM. Cohort profile: longitudinal study of adult health (ELSA-Brasil). Int. J. Epidemiol. 2015; 44(1):68-75.

26. Lentsck MH, Mathias TAF. Hospitalizations for cardiovascular diseases and the coverage by the family health strategy. Rev. Latino-Am. Enfermagem. 2015; 23(4):611-9.

 

Abstract : 3048

Article Metrics

Metrics Loading ...

Metrics powered by PLOS ALM


Esta publicación hace parte del Sistema de Revistas de la Universidad de Antioquia
¿Quieres aprender a usar el Open Journal system? Ingresa al Curso virtual
Este sistema es administrado por el Programa Integración de Tecnologías a la Docencia
Universidad de Antioquia
Powered by Public Knowledge Project