Pruebas

Desafios da maternidade na voz das primíparas: dificuldades iniciais

Júlia Maria das Neves Carvalho (1)

Maria Filomena Ribeiro Fonseca Gaspar (2)

Alexandrina Maria Ramos Cardoso (3)

 

Objectivo

Identificar as principais dificuldades sentidas por mães primíparas no pós-parto, nos primeiros seis meses de vida do bebé.

Métodos

Estudo qualitativo de nível I do tipo exploratório-descritivo. Amostra constituída por 11 mães primíparas de recém-nascido saudável de termo. Foi utilizado como o método de recolha de dado “Focus Group”, sendo os discursos das mães sujeitos à análise de conteúdo, categorizando-se as unidades de registo.

Resultados

Da análise dos dados emergiram três categorias indicadoras das principais dificuldades das mães neste período: a recuperação pós-parto; o cuidar do bebé; a relação conjugal.

Conclusão

Os resultados obtidos indicam que, apesar da maternidade ser um acontecimento marcado por emoções positivas, as dificuldades que surgem no quotidiano das mães podem interferir negativamente na qualidade da parentalidade. Os enfermeiros têm, neste cenário, um papel determinante na dinamização de intervenções sensíveis a estas necessidades e, simultaneamente, favorecedoras do empowerment destas mães e de suas famílias, otimizando deste modo, as trajetórias de desenvolvimento das crianças.

Descritores

adaptação; grupos focais; mães; poder familiar; período pós-parto.


Challenges of motherhood in the voice of primiparous mothers: initial difficulties

Objective

To identify the main difficulties first-time mothers experience in the postpartum period, during the first six months of the baby’s life.

Methods

Level I qualitative, exploratory-descriptive study. The sample consisted of 11 first-time mothers of full-term healthy newborns. The data were collected through the “focus group” method. The mothers’ discourse was subject to content analysis, categorizing the registry units.

Results

Three categories emerged from the data analyzed that indicate the mothers’ main difficulties in this period: postpartum recovery; baby care; marital relationship.

Conclusion

The results indicate that, although motherhood is an event marked by positive emotions, the difficulties that emerge in the mothers’ daily life can interfere negatively in the quality of parenthood. In this scenario, the nurses play a determinant role in the enhancement of interventions that are sensitive to these needs and that, at the same time, favor these mothers and their families’ empowerment, thus optimizing the children’s development trajectories.

Desctriptors

adaptation; focus groups; mothers; parenting; postpartum period.


Desafíos de la maternidad en la voz de las primíparas: dificultades iniciales

Objectivo

Identificar las principales dificultades de las madres primíparas en el posparto y durante los primeros seis meses de vida del bebé.

Métodos

Estudio cualitativo de nivel exploratorio-descriptivo. La muestra estuvo constituida por 11 madres primíparas de recién nacidos saludables a término. Se utilizó el grupo focal como método de recolección de los datos. Los discursos de las madres se sometieron a análisis de contenido, categorizando las unidades de registro.

Resultados

Del análisis de los datos emergieron tres categorías indicadoras de las principales dificultades de las madres en este período: la recuperación del posparto, el cuidado del bebé, y la relación conyugal.

Conclusión

Los resultados obtenidos indican que, a pesar de que la maternidad es un acontecimiento marcado por emociones positivas, las dificultades que surgen en el cotidiano de las madres pueden interferir negativamente en la calidad de la maternidad. Los enfermeros tienen, en este escenario, un papel determinante en la dinamización de intervenciones sensibles a estas necesidades y, simultáneamente, favorecedoras del empoderamiento de estas madres y de sus familias, lo que optimiza de este modo las trayectorias de desarrollo de sus hijos.

Desctriptores

adaptación; grupos focales; madres; responsabilidad parental; periodo posparto.


Introdução

O nascimento de um filho, principalmente se for o primeiro, surge como determinante na passagem para uma nova fase do ciclo de vida, envolvendo reestruturação do sistema familiar, com consequente redefinição de papéis e tarefas. Desta forma, as tarefas parentais alteram o quotidiano da vida do casal, especialmente da mãe, a qual assume a maior parte das responsabilidades dos cuidados ao bebé. Trata-se por isso da entrada num universo que lhe é por vezes desconhecido, muito exigente, impondo uma aprendizagem constante e uma profunda adaptação à nova situação de mãe e de cuidadora do bebé.1 A este respeito Mendes2 sublinha que “o pós-parto é um período marcado pela grande vulnerabilidade emocional para ambos os pais em geral e para a mulher, em particular”. Acrescenta ainda que apesar de durante a gravidez se observarem grandes mudanças a nível fisiológico e psicossocial, com o parto e pós-parto surgem novos acontecimentos (inexperiência em cuidar do filho; mudanças da rotina diária; consolidação da relação mãe/filho, pai/filho, relação conjugal e relacionamento familiar) que podem agravar situações pré-existentes como é o caso de conflitos conjugais, divórcios e depressão materna.3

Ao longo deste período as mães sentem-se fragilizadas e qualquer alteração à rotina normal, ou qualquer desvio no que é suposto acontecer, tem implicações no seu estado emocional. Se por algum motivo não conseguem cuidar do bebé ou mesmo amamentar, sentem-se impotentes, tristes e chorosas.4,5 Esta vulnerabilidade emocional é uma das características do pós-parto, particularmente nas primeiras semanas.4,5 Deste modo, mães e pais necessitam de desenvolver um conjunto de comportamentos para fazer face às exigências impostas, nesta nova fase, e que dizem respeito quer aos cuidados com o bebé (amamentação, higiene, etc.),4,6 quer à nova rotina de vida conjugal7 que implica a reestruturação dos papéis de ambos os membros do casal. Logo o processo de transição para a parentalidade requer do casal capacidades para em conjunto equilibrar as tensões e as dificuldades que surgem.8

Concebemos esta transição para a parentalidade de acordo com a Teoria das Transições, de Meleis,9 que nos oferece o modelo de ajustamento centrado no conceito de Transição, concebido como a “passagem de uma fase da vida, condição, ou status para outra (…)”, e que pode envolver mais do que uma pessoa e está inserido num determinado contexto e situação. Neste modelo está implícita uma mudança nas necessidades dos indivíduos, exigindo a integração de novos conhecimentos e habilidades, modificação do comportamento, portanto, uma (re)definição de papéis.

A Enfermagem, como disciplina, tem, por esse motivo um papel preponderante, uma vez que o seu foco da atenção se relaciona com o estudo das respostas humanas face às transições de vida, períodos de grande vulnerabilidade e de risco para a saúde dos indivíduos. Assim, acreditamos que o recurso à Teoria das Transições vem reforçar a importância dos cuidados de Enfermagem nesta transição de vida marcada pelo nascimento do primeiro filho, concretamente no suporte às figuras parentais na aquisição de competências relacionadas com o desempenho do seu papel parental. Deste modo, o estudo apresentado neste artigo, sustentado na Teoria das Transições, pretende dar voz às mães primíparas no sentido de identificar as principais dificuldades sentidas por estas após a alta da maternidade, nos primeiros seis meses de vida do bebé e integra resultados do primeiro estudo de um projeto de doutoramento em ciências de enfermagem sobre esta temática.

Metodología

Trata-se de um estudo de nível I do tipo exploratório-descritivo que pretende dar resposta à questão: ”Quais as dificuldades sentidas por mães primíparas, após a saída da maternidade, nos primeiros seis meses de vida do bebé?”

A informação foi obtida através da realização de Focus Group, uma ferramenta de investigação que assume a forma de uma discussão estruturada que envolve a partilha de ideias e opiniões sobre o mesmo fenómeno. A investigação em que este estudo se integra teve o parecer favorável da Comissão de Ética da Unidade de Investigação em Ciências da Saúde - Enfermagem (UICISA:E) da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC). As participantes foram recrutadas através da amostragem intencional, nos cursos de preparação para a parentalidade, de uma maternidade diferenciada na região centro de Portugal, ficando o grupo constituído por 11 mães primíparas, de gravidez de termo e sem complicações obstétricas. O Focus Group foi realizado em dezembro de 2015, numa sala, na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, Portugal, por se tratar de um espaço que reunia boas condições acústicas e térmicas quer para as mães quer para os bebés. Previamente foi feita a apresentação do(s) investigadores, que não eram conhecidos das participantes, assim como do projeto de investigação, onde foram clarificados os principais objetivos e metas deste estudo.

Foi garantida a confidencialidade de toda a informação às participantes, assim como o sigilo. Previamente foi pedida a sua autorização para a gravação do Focus, assim como a declaração de consentimento livre e informado. Foi também solicitado às mães o preenchimento de um questionário para a obtenção de informações de caraterização sociodemográfica destas e sobre o bebé. A sessão de Focus Group foi moderada pelo investigador, primeira autora deste artigo, com a colaboração de outros dois investigadores, os quais no papel de observadores registavam as notas de campo. Iniciou-se a sessão com uma questão introdutória, como tópico geral da discussão, de modo a proporcionar às participantes oportunidade para refletirem sobre as suas experiências. Posteriormente foram sendo introduzidas novas questões sustentadas na pesquisa efetuada e de acordo com os objetivos do estudo, facilitando o desenvolvimento dos discursos das participantes.

No decorrer da sessão foram realizadas algumas interpelações não diretivas com o objetivo de envolver todas as participantes, de modo a garantir uma maior fluidez e continuidade no discurso e pensamento das mesmas. A sessão de Focus teve a duração de 1 hora e 50 minutos tendo terminado quando se considerou ter esgotado toda a informação. Posteriormente foi feita a audição dos discursos das mães e a sua transcrição integral, simultaneamente por dois investigadores com a finalidade de evitar erros de transcrição. Para garantir o sigilo da identidade das participantes, os seus nomes foram substituídos pela letra “M” (mãe) seguida de um número que corresponde à identificação de cada participante. Foi também realizada a validação da transcrição por um perito, investigador com comprovada experiência em análise qualitativa. Uma vez que no decorrer da sessão as opiniões das participantes foram sendo validadas quer pelo moderador quer pelos observadores, não houve necessidade de devolver as transcrições às participantes do Focus grupo.

A saturação dos dados foi discutida em reunião com o investigador principal, os dois observadores e o perito convidado, após a leitura na integra das transcrições do Focus Group. No tratamento dos dados optou-se pelo método análise de conteúdo, seguindo os pressupostos de Bardin,10 com recurso à ferramenta string do SPSS (Statistical Package for Social Science), Word e Excel.

Resultados

As mães que fizeram parte deste estudo tinham idades compreendidas entre os 27 e os 46 anos, com uma média de 32 anos. Quanto ao estado civil, a grande maioria das mães estava casada ou a viver em união de facto. Em relação ao nível de instrução possuíam, na sua maioria, habilitações de nível superior. No caso dos bebés filhos das participantes do estudo, o mais novo tinha 1 mês, enquanto que o mais velho tinha 5 meses de idade. Já em relação ao tipo de alimentação, os bebés eram maioritariamente alimentados com leite materno. Dos discursos das participantes, emergiram três categorias que constituíram os temas principais, referentes às dificuldades sentidas pelas mães neste período, relacionadas com: a Recuperação pós-parto, o Cuidar do bebé e a Relação conjugal.

Tabela 1: Categorias, subcategorias e sub-subcategorias de análise.

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Na categoria Recuperação pós-parto (cf. Tabela 1) verificámos que uma das grandes dificuldades verbalizadas pelas mães no âmbito da sua recuperação foram as complicações no pós-parto, concretamente as dores e o cansaço motivado por o dispêndio de energia associado ao parto e ao pós-parto, imensas dores de costas e cansaço, muito cansaço físico e psicológico (M1), também vim muito cansada (…) primeiras semanas foram mesmo muito complicadas (M11). Estas complicações resultantes do pós-parto imediato dificultaram bastante a recuperação física das mães, ao mesmo tempo que limitaram a sua capacidade de cuidar dos bebés.

As complicações na amamentação foram também identificadas como uma das dificuldades das mães, nomeadamente as fissuras fiz fissuras de ambas as mamas (M3), o ingurgitamento mamário por mais que ele mamasse de duas em duas horas na mamada seguinte eu tinha duas pedras nas mamas, era horrível (M3). Outra das subcategorias que emergiu do discurso das mães diz respeito ao desconforto com ferida cirúrgica no períneo, concretamente a dificuldade em lidar com as dores na região perineal episiotomia! só foram dois pontitos, mas (…), ui!ui! dores fortíssimas (M3) e também dificuldades relacionadas com a regularização do transito intestinal eu achava que tudo isto ia rasgar a partir do momento em que eu fizesse esforço (M10).

A autoimagem foi outra das subcategorias que emergiu neste estudo, concretamente da dificuldade em retornar à forma física pré gravídica. Algumas mães referiram ter começado a engordar desde cedo na gravidez, mas a maioria referiu ter tido dificuldade em perder peso no pós-parto. Por isso tanto a nível físico, tive alguma dificuldade em lidar com a minha autoimagem (…) ao fim de 2 meses ainda continuava sem conseguir vestir as minhas calças de ganga (M5), como emocional, uma das coisas que mexe connosco e até no relacionamento do casal, sentia que não estava a ser a pessoa que era anteriormente e que isso podia estar a desiludir o meu companheiro (M8). As emoções e os sentimentos negativos relacionados com a sua autoimagem estiveram também presentes nos discursos de outras mães afetou-me sem dúvida emocionalmente, eu sentia-me inferiorizada (…) ou melhor diminuída (M5), eu estava mesmo desesperada (…) só dava vontade de chorar (M3), e também olhei ao espelho (…) estou com um ar, parece que me passou um camião por cima (M3). O facto de se terem dedicado quase que exclusivamente a cuidar dos seus bebés, fez com que tivessem pouca disponibilidade para cuidar-se, tem sido difícil arranjar tempo para mim (M7), Lembro-me que a primeira depilação que fiz foi (…) passados dois meses, (…) já parece mal, (risos) pareço uma macaca (M6). Nesta categoria emergiram dos discursos das mães dificuldades relacionadas com a fase inicial da maternidade como sejam as dores e o cansaço associados às complicações do pós-parto e as complicações da amamentação. Também as limitações relativas à presença de ferida cirúrgica no períneo e à sua autoimagem.

A categoria Cuidar do bebé (cf. Tabela 1) foi muito expressiva neste grupo de mães. As dificuldades relacionadas com amamentação do bebé foram bastante evidenciadas nesta categoria, concretamente as dúvidas relacionadas com o ato de amamentar tive de recorrer à Enf. X algumas vezes (…) principalmente durante as primeiras semanas em casa com dúvidas na amamentação (M5), eu não tinha a noção, se ele podia bolçar (M3), A primeira vez que eu fui ao centro de saúde (…) fui para casa cheia de dúvidas, eu saí de lá pior do que entrei (M8). As mães referiram ainda que a amamentação foi muito difícil, porque o bebé não fazia uma boa pega não agarrava no meu peito, eu tinha os biquinhos muito pequeninos e foi uma luta desde o início (M2), amamentação (…) ele não pegava no peito (M4), as enfermeiras punham na boquita da bebé, mas aquilo nada! (M9). Também a identificação de sinais de saciedade do bebé foi uma das dificuldades das mães eu não tinha a noção se o meu leite seria suficiente ou não (M9), não conseguir estar a dar o que ele necessita (…) receio de não estar a cuidar bem do meu filho (M10), (…) ele não estaria a mamar o suficiente (M4).

As dificuldades relacionadas com a prestação de cuidados de higiene e conforto ao bebé evidenciaram-se na perceção sobre o ambiente térmico, tive dificuldade em perceber a temperatura da casa (…) viemos a descobrir que ele tinha frio (M3), perceber a temperatura certa (ambiente do bebé) também achei que é difícil de perceber (M11). Também no banho e hidratação da pele do bebé, Se estávamos a pegar bem no bebé, ora dizem põe, ora não põe sabonete na cabeça (M8), Ah! foi ele que deu o primeiro banho, ele tem as mãos muito pequenas e gordas e então fazia-lhe confusão pegar num bebé (M1), não pôr creme, pôr creme, se está assado, se não está assado, a informação que tivemos é os bebés não precisam de creme e eu logo no primeiro dia a enfermeira da maternidade disse-me este miúdo precisa de creme, toca a pôr creme para cima. (M8). Ainda os cuidados com o coto umbilical foi uma dificuldade muito referenciada nos discursos das mães, foi o cordão umbilical que me fez confusão porque tinha um especto diferente (…) não sabia se estava a limpar bem, se tinha de limpar mais (M3), foi o cordão umbilical, que me fez mais confusão, (M1), (…) à noite, o cordão umbilical estava preso por um fiozinho com um aspeto muito estranho, nós entrámos em pânico (M11). A titulo de síntese podemos dizer que relativamente à prestação de cuidados de higiene e conforto ao bebé emergiram neste grupo de mães dificuldades relacionadas com a manutenção do ambiente térmico adequado ao bebé, também o medo de o manipular com segurança durante o banho e dos cuidados com a hidratação adequada da pele. Os cuidados com o coto umbilical foram também identificados como uma situação difícil de gerir pelos progenitores.

A compreensão dos ritmos do bebé destacou-se também como dificuldade no discurso das mães, concretamente o lidar com sono e repouso, Agora dorme, agora não (M1), fazia um sono de uma hora no máximo (M4), Eu já não sei o que é dormir uma noite completa (M3). Também a compreensão do choro do bebé foi descrito como angustiante para as mães, ele inicialmente era muito sossegadinho agora não tanto (M3), sempre chorou muito baixinho (...) acabamos por nos cansar psicologicamente aquele stress que dá cabo de nós (M10), uma das minhas maiores dificuldades, é coloca-la no berço, porque parece que tem picos (…) quando a vou colocar está ela a chora (M4).

Outra grande dificuldade identificada pelas mães foram as cólicas dos bebés, pelo desconhecimento de como agir perante estas, lidar com as cólicas é muito duro é preciso efetivamente muitas estratégias, são noites que ele não dorme, (…) há momentos de desespero (…) as cólicas é duro, não é bebé? (M5), A minha maior dificuldade são as cólicas, (…) a Mariana tem muitas cólicas e eu já não sei como é que hei-de fazer (M6), teve muitas cólicas, foi muito difícil (M11). Também o não saber colocar em prática estratégias de alivio destas como a massagem eu tento as massagens e já comprei n livros para saber fazer massagens, mas (M6), não sei como é que elas faziam (…) o certo é que ela vinha calminha e sossegadinha(M7).

O quotidiano do exercício parental requer dos pais a manutenção da segurança do bebé, um estado de alerta constante em prol do bem-estar do seu filho. As questões relacionadas com a segurança do bebé estiveram presentes no discurso de algumas mães quando revelaram alguma intranquilidade no exercício do seu papel, concretamente com medo de acidentes. Como está a dormir bem ou não, estamos sempre a espreita-lo ainda hoje é assim (M3), Quando vai para casa da avó, olha tu vê lá! Não deixes o bebé sozinho! não o ponhas na tua cama! Pode cair! (M2), tenho muito medo com o que pode acontecer com o bebé, estamos sempre muito vigilantes (M10), e ainda situações em que os bebés sufocam durante o sono e nós (…) sempre a olhar e ver se o bebé está a respirar (…) é uma angustia (…) ninguém nos falou disto e dos cuidados que devemos ter (M7). As dificuldades em saber como agir perante situações inesperadas como é o caso do Engasgamento, como fazer nos casos em que ele se engasgava (M4), engasgava-se mesmo muito. (M2), tenho medo que com a sopa ele se engasgue (M5).

Igualmente significativas para as mães, por volta dos 4/6 meses de vida do bebé, foram as dificuldades relacionadas com a alimentação. A transição da alimentação láctea exclusiva, para a introdução dos alimentos sólidos foi muito difícil para algumas mães, assim como a substituição e/ou complemento do leite materno pelo leite adaptado para outras. As dificuldades relacionadas com a introdução de suplemento manifestaram-se de diferentes formas: lá deram em todas as mamadas, depois cheguei a casa e disseram-me só vou dar uma vez à noite (M2), depois a pediatra: não isso é o triplo do que devia ser (…) depois expande o estômago e alarga desde pequenina e eu dizia: ai Meu Deus estou a criar uma obesa (M9). No que diz respeito à introdução da alimentação diversificada, nas sopas tive muita dificuldade pois não sabia bem como fazer uns diziam para começar aos 4 meses outros aos 5 e um pessoa fica na dúvida (M1), muita informação contraditória (…) eu senti-me muitas vezes insegura e baralhada (M11), quanto á forma como vou fazer as sopas e papas (M5), (…) papas e sopas uff, faz-me um bocadinho de confusão, eu tenho um flyerzito a dizer como (…) só não sei é bem as quantidades de legumes e água no caso da sopa, é dose! (M9), ficou um bocado liquida ahm não sei, se percebi alguma coisa mal, mas o bebé até comeu (M9). Parte da informação recebida dos profissionais de saúde nem sempre é clara e concisa, podendo deixar as mães sem saber que intervalo respeitar entre a introdução de alimentos experienciando por isso dificuldades a este nível.

Sintetizando, neste grupo de mães o quotidiano das tarefas parentais exigiu compreender e solucionar algumas questões relacionadas com o bem-estar do bebé, que geraram dificuldades e inseguranças no desempenho desta função. Grande parte destas dificuldades prenderam-se com o cuidar do bebé, pois como se tratavam de mães primíparas estas situações eram para elas uma novidade. Assim relataram dificuldades relacionadas com a amamentação, com dúvidas e inseguranças na identificação da saciedade e necessidades nutricionais do bebé e da pega correta. Também nos cuidados de higiene e conforto concretamente no ambiente térmico, no banho e hidratação e no coto umbilical. Ainda as dificuldades na compreensão dos ritmos do bebé como o sono/repouso, na descodificação das causas de choro e nas cólicas do bebé foram também identificadas pelas mães. Outras ainda que se prenderam com os aspetos relacionados com a segurança, que era uma questão muito importante para as mães e transversal ao ciclo desenvolvimental do bebé. As alterações do padrão alimentar do bebé particularmente a introdução da alimentação diversificada também foi geradora de dúvidas e inquietação.

A última categoria que emergiu do discurso das mães foi Relação conjugal (cf. Tabela 1), especificamente no que diz respeito à partilha das tarefas diárias por ambos os membros do casal e ao reinicio da atividade sexual. As dificuldades relacionadas com a partilha das tarefas diárias, foram mencionados pelas mães nesta categoria, concretamente algumas puérperas referenciaram que no início, houve um aumento do conflito conjugal por vezes gerador de discussão, No início foi um bocado complicado, passámos a discutir sobre tudo (…) era por coisas, às vezes, insignificantes (M3), o A. durante os primeiros tempos chateou-se um bocadinho comigo (M5), consequente, por vezes, da falta de comunicação e da falta de tempo que existia entre estas e o cônjuge. As mães mencionaram também que a partilha das tarefas diárias com o companheiro, nem sempre foi tão equilibrada como era esperado Ahm pronto, as tarefas domésticas, portanto eu faço tudo o meu marido não se chega muito diz que não tem muito jeito (M2), Ahm ás vezes não funcionava tão bem quando ele chegava mais cansado (…) então, mas tu (mãe) não fizeste nada? (M9), mas ele (marido) nem sempre abdica de uma ou duas coisas, sei lá ir jogar futebol (M6). Por outro lado, somente uma das mães contou com a participação ativa do companheiro nas tarefas do dia a dia, desde que vim para casa é praticamente ele que faz tudo (…) ele prefere às vezes, ir para as tarefas domésticas(M9).

O reinicio da atividade sexual foi uma das dificuldades grandemente destacada pelas mães, muitas vezes associadas à dor e desconforto particularmente nas situações em que o parto decorreu com episiotomia, isto é muito complicado ainda, sinto umas certas folgas, isto ainda não foi tudo ao sítio, pronto (M3), ah! tive cesariana, portanto ainda é bastante cedo, esta zona aqui ainda está bastante dolorosa (M7), Porque tenho muitas dores (…) usei uns óvulos para ajudar, mas mesmo assim é muito difícil. (M10), ah! ainda é desconfortável e não sei. Estou à espera do dia em que deixe de ser, mas para já ainda é (M9), e ainda talvez por causa da minha autoestima, sinto que não tenho o mesmo desejo, ele tem mais desejo do que eu. (M6). Também o medo gerou neste grupo de mães, dificuldades no reinicio da intimidade sexual, voltar à relação, ah! Não posso dizer que tenha sido muito fácil, (…) não me sentia ainda muito bem (…) isto tem que ir aos poucos (M6), o reinicio da atividade sexual ainda mais complicado foi (…) é um bicho de sete cabeças (M10), ah! ele estava completamente ansioso que chegassem as seis semanas e eu não. Ainda hoje, o Zé Pedro já tem cinco meses e meio e ainda é complicado (M9), nem pensar, porque ainda não me sinto preparada para isso (M2) e eu tenho medo que me magoe, porque eu sinto-me completamente virgem (M1). Do discurso destas mães retiramos que a grande barreira à vivencia da intimidade do casal se prende essencialmente com o medo do desconhecido, como é que as coisas vão acontecer, motivado no nosso entender por falta de conhecimento.

Discussão

A maternidade e a paternidade são acontecimentos que modificam a vida do casal, particularmente da mãe que é quem habitualmente assume a maior parte das responsabilidades parentais no cuidado ao filho. Estas mudanças são ainda mais exigentes quando se tratam de mães primíparas.11 Ser “Mãe” não é uma tarefa fácil, traz consigo toda uma adaptação a um novo ciclo de vida que pode ser mais ou menos stressante, que pode conter, mais ou menos dificuldades que irão dominar o seu quotidiano e, por conseguinte, alterar toda a sua rotina. Os discursos das mães que participaram neste estudo reforçam essa vivência da maternidade como uma “transição”, espelhando dificuldades que condicionaram a sua vida enquanto mães, mulheres e esposa/companheira. Neste estudo as dificuldades relacionadas com o “Cuidar do bebé” foram muito evidenciadas neste grupo de mães. Destacaram-se as dificuldades com as rotinas diárias de cuidados ao bebé, concretamente os relacionados com as dúvidas e inseguranças na amamentação e com os cuidados de higiene e conforto, nomeadamente com os cuidados ao coto umbilical, com a manutenção do um ambiente térmico adequado às necessidades do bebé e ainda com o banho e hidratação da pele.

Na primeira semana de vida do bebé foram particularmente evidentes as dificuldades relacionadas com os cuidados ao cordão umbilical, pois trata-se de uma situação nova com a qual as mães nunca contactaram despertando nestas sentimentos de incapacidade e tristeza por não saberem como cuidar e por poderem estar a por a saúde do seu bebé em risco.(12.

Algumas das dificuldades que se manifestaram no nosso estudo foram também encontradas por Strapasson e Nedel13) no seu estudo sobre o significado da maternidade. Os autores13 constataram que “a amamentação tem sido uma das principais dificuldades encontradas pelas participantes, no período do puerpério imediato devido a questões sociais, culturais e estéticas” (p. 524). Também foram elencadas dificuldades na compreensão dos ritmos do bebé concretamente em relação ao sono e ao choro. As cólicas do bebé foram identificadas como motivo de grande angustia para estas mães, concretamente por desconhecimento de estratégias de alivio da dor e também na realização de massagem. As dificuldades relacionadas com os cuidados ao bebé referidas pelas mães são mencionadas frequentemente na literatura.4,6,14,15 Num estudo desenvolvido por Resta,12 com vista a identificar as implicações da maternidade na adolescência, constatou-se também que grande parte das dificuldades e inseguranças das mães se encontravam relacionadas com os cuidados ao recém-nascido, particularmente com o coto umbilical, com a amamentação, com o banho e com o sono do bebé. Uma outra investigação mostrou resultados semelhantes, concretamente dificuldades em lidar com o choro do bebé16 que ocasionaram sentimentos de impotência e frustração em mães primíparas.13

As questões relacionadas com a segurança do bebé, como atuar, como proteger em caso de acidente, estiveram também presentes no discurso de algumas mães do nosso estudo. Dificuldades semelhantes foram observadas por Castillo-Espitia e Ocampo-González17) sobre as vivências das mães no cuidado ao filho prematuro na primeira noite depois da alta. No estudo destes autores, a grande angustia das mães era o medo do bebé parar de respirar. Com a ajuda de pequenas lanternas ou até com a luz do telemóvel estas mães passavam a noite a vigiar os movimentos respiratórios do bebé. Com o crescimento e desenvolvimento do bebé outras dificuldades surgiram na rotina das mães, especificamente quando tem de iniciar a alimentação diversificada, que se revelou uma tarefa complexa e suscitadora de dúvidas. Esta mesma questão foi identificada num estudo desenvolvido por Elliott18 numa abordagem sociológica sobre o regresso ao trabalho das mulheres após a maternidade. A categoria “Recuperação pós-parto” emergiu do discurso das mães também com um forte impacto. Numa fase inicial tiveram maior enfase as dificuldades relacionadas com complicações quer físicas, quer da amamentação, como foi o caso do cansaço, das dores, e também das fissuras e do ingurgitamento mamário. Corroboram estes resultados os de um estudo quantitativo desenvolvido por Munhoz, Schmdt, e Fontes.5 Também o a presença de ferida cirúrgica no períneo foi considerada um dos grandes desconfortos sentidos pela mulher no pós-parto, não só pelo incómodo provocado pela dor, mas também pelas limitações de mobilidade que obriga, condicionando a sua disponibilidade psicológica para realizar outro tipo de atividades.19,20 Todas estas complicações dificultaram bastante quer a recuperação física das mães, quer a capacidade de cuidar dos bebés, sendo, o apoio por parte dos maridos fundamental e um suporte importante nesta fase.11

Também as dificuldades relacionadas com a autoimagem emergiram do discurso das mães de forma muito expressiva. As modificações corporais associadas à maternidade foram descritas pelas mães como uma descontinuidade entre a pessoa que eram e a pessoa em que se transformaram após o parto. Apesar da perceção de que as mudanças ocorridas no corpo materno resultam de todo o processo gravídico-puerperal, estas não deixaram de provocar nas mães alguma insatisfação e mesmo algum incomodo com a sua autoimagem. Perceberam-se diferentes como mulheres e minimizadas numa sociedade onde predomina a cultura da beleza e o corpo perfeito. Outros estudos reforçam estes resultados quando constataram que as modificações corporais associadas à maternidade provocaram nas mães descontentamento e insatisfação motivada pela falta de disponibilidade para cuidar-se.2,11) Na categoria “Relação conjugal” emergiu também no discurso das mães dificuldades relacionadas com a partilha das tarefas diárias e com reinicio da atividade sexual. Apesar da partilha das tarefas diárias por ambos os elementos do casal ser hoje uma realidade na maioria das famílias, no discurso destas mães emergiram ainda relatos contrários a esta partilha, alguns deles com caracter “machista”, motivando por vezes discussões entre o casal. Outros estudos14 identificaram também as mães como principais responsáveis pela realização das tarefas domésticas e pelos cuidados dispensados aos filhos, o que motiva um maior cansaço e pouca disponibilidade para reiniciar a sua atividade sexual. Também uma revisão sistemática da literatura8 demonstrou que os casais tendem a tornar-se mais tradicionais na divisão de tarefas, depois do nascimento de um filho, motivando assim o conflito entre ambos. Sabemos hoje que a atividade sexual do casal é um elemento importante da relação conjugal e que nos momentos a seguir ao parto é comum a mulher estar menos motivada para as relações sexuais, por questões de recuperação física, hormonal e fadiga. No entanto, se houver uma colaboração paterna nas rotinas diárias, obviamente que o cansaço da mãe será menor podendo assim retomar a sua atividade sexual mais facilmente. O relacionamento sexual/afetivo do casal é inevitavelmente influenciado pelo nascimento do bebé, podendo levar ao surgimento de conflitos.2 Importa assim consciencializarem-se de que é necessário dialogar, partilhar dificuldades e angústias mútuas de modo a encontrar estratégias de entendimento e colaboração entre ambos.

Como conclusão este estudo permite-nos afirmar que são muitas as dificuldades relatadas por este grupo de mães, nos primeiros seis meses de vivência da maternidade. Destacaram-se as dificuldades relacionadas com as complicações do pós-parto e da amamentação, com a recuperação da forma física e com a pouca disponibilidade para cuidar da sua imagem. Também, as dificuldades relacionadas com os cuidados ao bebé foram bastante expressivas no nosso estudo, concretamente as relacionadas com a amamentação, com a higiene e conforto do bebé e com as cólicas. Ainda as dificuldades relacionadas com a segurança, com a alimentação e com a compreensão dos ritmos do bebé estiveram também muito presentes nos discursos das mães. A relação entre o casal foi também alvo de “avanços e recuos”, na opinião destas mães, particularmente no que diz respeito à partilha das tarefas diárias, marcada por atitudes pouco colaborativas por parte dos companheiros e ainda em relação ao reinicio da atividade sexual que foi também essencialmente marcado por sentimentos de medo e insegurança. De facto, lidar com todas estas exigências, que se impõem em particular à mãe, quando tem como responsabilidade o cuidar de um filho, podem dificultar a capacidade da mesma em dar uma resposta eficaz e simultaneamente, torná-la mais vulnerável ao aparecimento de distúrbios, quer físicos quer emocionais, que interferem com o seu bem-estar e com o bem-estar do bebé. Neste sentido os estudos desenvolvidos por Cardoso, Silva e Marín21 revelam que apesar da existência de cursos de preparação para o parto e parentalidade durante a gravidez, mães e pais continuam a ter necessidade de integrar novos conhecimentos e novas habilidades para assegurarem os cuidados ao filho, à medida que este cresce e se desenvolve. As necessidades de aprendizagem das mães e dos pais não estão concentradas num período delimitado, estão, antes, distribuídas ao longo do tempo, daí que o desenvolvimento de intervenções alargadas no tempo são uma necessidade para a promoção da parentalidade.21

O presente estudo vem reforçar esta ideia, de necessidade de intervenções alargadas, uma vez que dele emergiram um conjunto de dificuldades verbalizadas pelas mães primíparas suscetíveis de gerar barreiras ao desenvolvimento saudável maternidade. Quando se pretende uma perspetiva salutogénica da vivência da maternidade torna-se necessário um investimento no empowerment destas mães, no seu conhecimento, nas suas capacidades, na sua motivação de forma a que estas se sintam mais autónomas e mais confiantes no decurso da sua maternidade. A intervenção efetiva dos enfermeiros nesta área, pode mudar este cenário ao criar e promover programas de intervenção parental sensíveis a todas estas dificuldades, capazes de dotar estas mães de conhecimentos, capacidades, atitudes e habilidades interpessoais que promovam eficácia parental e que contribuam para a promoção de uma parentalidade saudável.

Como limitação deste estudo referimos o tipo de amostragem intencional que não permite generalizações, assim como o facto de se tratar de um grupo de mães com características especificas não representativas da população em geral. Desta forma sugerimos para investigações futuras estudos comparativos entre mães primíparas e multíparas, estudos que englobem também a voz dos pais, assim como outro tipo de famílias, como sejam as famílias monoparentais e homossexuais, entre outras.

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Notes

Article linked to research: Adaption to Motherhood: influence of a parental educative intervention in first-time mothers.

Conflict of interests: none to declare.

How to cite this article: Carvalho JMN, Gaspar MFRF, Cardoso AMR. Challenges of motherhood in the voice of primiparous mothers: initial difficulties. Invest. Educ. Enferm. 2017; 35(3): 285-294.

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Abstract : 676

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