Pruebas

Vinculação das puérperas com seus filhos e experiências do parto

Lara Helk Souza (1)

Zaida Aurora Sperli Geraldes Soler (2)

Maria de Lourdes Sperli Geraldes Santos (3)

Natália Sperli Geraldes Marin dos Santos Sasaki (4)

Objectivo

Analisar o grau de vinculação das puérperas com seus filhos, tanto isoladamente quanto associado às experiências durante e após o parto.

Métodos

Estudo de corte transversal, realizado com a participação de 200 puérperas de uma maternidade de São José do Rio Preto, Brasil. Para a avaliação do vínculo mãe-filho utilizou-se a escala Mother-to-Infant Bonding Scale (MIBS).

Resultados

A média de idade das puérperas foi de 26.4 anos, com predomínio da raça branca (60.0%), o estado civil casadas (87.5%) e ensino médio (51.5%). O parto foi por cesárea em 80.0% dos casos, houve ausência de dor durante o trabalho de parto em 68.0% e apenas 54% efetuaram contato pele a pele imediatamente após o parto. O tipo de parto e a dor não alteraram de forma significativa o vínculo materno, a ausência de contato pele a pele influenciou de forma negativa este vínculo.

Conclusão

As puérperas participantes apresentaram um alto grau de vínculo com seus bebês que está relacionado principalmente a uma história de contato pele a pele. Enfermeiros devem promover estratégias que promovam o contato pele a pele entre mãe e recém-nascido na sala de parto.

Descritores

relações mãe-filho; cuidados de enfermagem, vínculo, período pós-parto, recém-nascido.

Puerperae bonding with their children and labor experiences

Objective

To analyze the degree of bonding of puerperae with their babies, both in isolation and associated with experiences during and after labor.

Methods

A cross-sectional study carried out among 200 puerperae in São José do Rio Preto, Brazil. To evaluate the mother-child bond, we used the Mother-to-Infant Bonding Scale (MIBS).

Results

The mean age of puerperae was 26.4 years; most women were white (60.0%), were married (87.5%), and had an elementary education (51.5%). Most deliveries were cesarean (80.0% of cases); 68.0% of women had no pain during labor, and only 54% had skin-to-skin contact immediately after delivery. Type of labor and pain did not significantly change the maternal bond, and the lack of skin-to-skin contact negatively influenced the bond.

Conclusion

Pueperae participants had a high degree of bonding with their babies that is mainly related to history of skin-to-skin contact. Nurses must promote strategies that encourage skin-to-skin contact between mother and newborn in the delivery room.

Desctriptors

mother-child relations; nursing care; postpartum period; infant, newborn.


Vínculo de las puérperas con sus hijos y experiencias del parto

Objectivo

Analizar el vínculo de las puérperas con sus hijos asociado a las experiencias durante y después del parto.

Métodos

Estudio de corte transversal realizado con la participación de 200 puérperas de un Hospital Materno-Infantil de São José do Rio Preto-SP, Brasil. Para la evaluación del vínculo madre-hijo se utilizó la escala Mother-to-Infant Bonding Scale (MIBS).

Resultados

Las puérperas tenían una media de edad de 26.4 años, predominó la raza blanca (60.0%), estado civil casada (87.5%) y enseñanza media (51.5%). El parto fue por cesárea en el 80.0% de los casos, hubo ausencia de dolor durante el trabajo de parto en 68.0% y solo el 54% efectuó contacto piel a piel inmediatamente después del parto. En cuanto a la MIBS, se encontraron puntajes elevados para el vínculo positivo y bajos puntajes para vínculo negativo y neutro. El tipo de parto y el dolor no se asoció al vínculo madre-hijo, pero la ausencia de contacto piel a piel influenció de forma negativa este vínculo.

Conclusión

Las puérperas respondientes presentaron un elevado grado de vínculo con sus bebés el cual se relacionó principalmente con el antecedente de contacto piel a piel. Las enfermeras deben fomentar las estrategias que promuevan el contacto piel a piel de la madre con el recién nacido desde la sala de partos.

Desctriptores

relaciones madre-hijo; atención de enfermería; periodo posparto; recién nacido.



Introdução

O vínculo entre mãe e filho tem fundamental importância quando comparado aos demais vínculos que o ser humano desenvolve durante a sua trajetória de vida, 1) se constitui num relacionamento emocional único e duradouro, com início precoce na gestação e vai se estabelecendo lenta e gradualmente, num processo de adaptação mútua com a participação da mãe e do bebê.2,3 Entendida como a capacidade da mãe em fornecer amor, cuidado e proteção suficiente para suprir as necessidades físicas e emocionais da criança. Sua formação sofre influências não só do comportamento materno, mas também da criança.1,4 O bebê humano, diferente de outras espécies, não é capaz de sobreviver sem cuidados, é através da vinculação dos pais ou cuidadores que estabelecem interações que determinam a qualidade dos cuidados que serão oferecidos e prestados ao bebê. Os momentos imediatamente após o parto são considerados como críticos e sensíveis para o estabelecimento do vínculo pois a relação é facilitada pela adequação do sistema hormonal materno e estimulada pela presença do bebê.1

Os primeiros cuidados, a forma como a mãe segura o bebê ao colo, a manipulação, estabelecimento de rotinas, horários e a apresentação do mundo são fatores característicos da primeira relação de vínculo do ser humano que influenciam o funcionamento psíquico definitivo, formatando as bases de sua personalidade, além de determinar como serão estabelecidos vínculos afetivos futuros. 5) Assim, a qualidade do vínculo entre mãe e filho determinará as condições da saúde mental da criança no futuro, ou seja, serve de base para a criação das suas primeiras ligações emocionais que interferirão nas relações sociais posteriores. 6,7) A atenção do cuidado prestado durante a gestação, parto e puerpério, principalmente pelo enfermeiro, deve favorecer a formação da vinculação materno fetal por meio da identificação dos fatores que podem interferir neste processo. Mas atualmente, existem vários obstáculos, principalmente pela assistência centrada no modelo biomédico, tornando-se necessária uma orientação para a prática de uma assistência que busque além da manutenção da vida a qualidade de vida, que depende de uma relação significativa e forte com a família, tanto para a criança quanto para a mãe.8,9

Neste estudo, os objetivos foram caracterizar as puérperas quanto ao perfil sócio demográfico e variáveis referentes ao parto; e analisar o grau de vinculação das puérperas com seus filhos, tanto isoladamente quanto associado às experiências durante e após o parto, pautados na importância de reconhecer a qualidade da vinculação materna que determinará o sucesso da relação mãe-filho e constituirá as bases para a saúde mental da criança.

Métodos

Trata-se de um estudo de corte transversal realizado em um hospital escola de São José do Rio Preto - SP, Brasil, instituição que representa o principal campo de ensino prático de ginecologia, obstetrícia e pediatria de uma Faculdade Pública estadual de Medicina e Enfermagem. Configura o cenário de atendimento de mais de dois milhões de habitantes dos 102 munícipios pertencentes a Divisão Regional XV de Saúde de São José do Rio Preto. Este Hospital de grande porte do interior paulista conta atualmente com um total de 180 leitos dos quais 46 são destinados a maternidade. Durante a efetuação desta pesquisa o hospital contava com 205 leitos e 34 eram destinados a maternidade. Os dados foram coletados durante o mês de fevereiro de 2014 junto às puérperas por meio de entrevista com utilização de dois instrumentos, um estruturado, referente ao perfil sócio-demográfico com algumas variáveis referentes ao parto e experiências significativas durante o trabalho de parto e pós-parto. Utilizou-se a Escala Mother-to-Infant Bonding Scale (MIBS), instrumento validado em 2005, que busca avaliar especificamente o investimento mental que o bebê ocupa no universo representativo dos pais.10 Constitui-se por 12 itens de auto relato, subdivididos em três subescalas: Bonding Positivo, que avalia a vinculação positiva, constituída por três itens (afetuoso, protetor e alegre), Bonding Negativo, avalia a vinculação negativa, constituída por seis itens (zangado, agressivo, triste, ressentido, desgostoso, desiludido), e Bonding Not Clear, que sinaliza a presença de emoções não claramente relacionadas com a vinculação (receoso, possessivo, neutro ou sem sentimentos). Cada um dos itens possui categorias de respostas, sendo uma escala do tipo Likert variando entre 0 e 3 pontos: 0 seria a pontuação onde a emoção não está presente (de modo nenhum) e vai aumentando positivamente até chegar no seu nível máximo 3 (muito), descrevendo os sentimentos dos pais em relação ao filho no momento específico em que o instrumento é preenchido. Sua pontuação é mais elevada quanto maior o grau de vinculação apresentado.3,10Inicialmente, os resultados da MIBS foram analisados isoladamente, e posteriormente seu resultado foi associado a algumas experiências significativas que interferem no envolvimento de mães com seus bebês. Foram elencadas três experiências significativas que já foram bastante estudadas e podem interferir na vinculação materna: o tipo de trabalho de parto, a dor durante o trabalho de parto, e o contato pele a pele.3,10

Para seleção da amostra, incluíram-se puérperas que tiveram seus partos realizados no Hospital da Criança e Maternidade de São José do Rio Preto - SP durante o mês de fevereiro de 2014, que estavam entre o primeiro e décimo dia pós-parto, alfabetizadas, sem limitações físicas ou cognitivas e que as impedissem de escrever e responder ao instrumento, e que consentiram em participar do estudo após assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido. Assim, o cálculo amostral levou em consideração a média de partos mensais e foi constituída de 200 puérperas. Foram excluídas as puérperas analfabetas, que tinham algum motivo médico que impossibilitava que escrevessem ou que não consentiram, após serem adequadamente informadas sobre a pesquisa.

Para a análise dos dados, utilizaram-se técnicas de estatística descritiva. Para associações entre experiências significativas e os itens da Escala de Bonding (MIBS), utilizaram-se os testes não paramétricos de Mann-Whitney, para comparação de dois grupos amostrais, e Kruskal-Wallis, para a comparação de mais de dois grupos amostrais, considerando-se nível de significância de 5%. O estudo foi realizado em consonância com as diretrizes da Resolução 466/2 do Conselho Nacional de Saúde e foi aprovado pelo Comitê de Ética Envolvendo Seres Humanos da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (parecer n.168.636/2012).

Resultados

A idade das puérperas avaliadas apresentou média de 26.4 anos com desvio padrão de 6.9 anos e mediana de 26 anos. Foi observada a presença de um valor discrepante (outlier) superior (46 anos) que influenciou a média da distribuição da idade dos pacientes. A idade mínima verificada foi de 14 anos e a máxima de 46 anos. Os dados referentes à idade das pacientes não seguiram distribuição normal. As puérperas entrevistadas se declaram brancas (60.0%), casadas (87.5%), possuem ensino médio (51.5%). Houve um predomínio do parto cesárea (80.0%), e ausência de dor durante o trabalho de parto em 68.0% das entrevistadas, apenas 54.0% tiveram a oportunidade de efetuar o contato pele a pele imediatamente após o parto.

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A Tabela 2 mostra os resultados MIBS associada o total, tipo de parto, ocorrência do contato pele a pele imediatamente após o parto e dores durante o parto. Quando avaliada isoladamente a MIBS encontraram-se elevados escores para o Bonding positivo e baixos escores para o Bonding negativo e neutro, o que monstra que as puérperas respondentes apresentaram um elevado envolvimentos com seus filhos. Com relação ao tipo de parto, MIBS associada ao tipo de parto atual, mostrou que para as puérperas deste estudo o tipo de parto não afetou o grau de vinculação. As dores durante o parto não influenciam de forma significativa nos domínios que avaliam o vínculo entre a mãe e o bebê, todos os valores p resultaram superiores ao nível de significância empregado.

Os resultados evidenciam a influência do contato pele a pele (mãe-bebê) no domínio referente à tristeza (p=0.037), sendo que as puérperas que não tiveram esse contato com o recém-nascido mostraram-se significativamente mais tristes em relação às puérperas que tiveram tal contato com o bebê. As variáveis tipo de parto e ocorrência de dores durante o parto quando comparadas com os resultados das subescalas de Bonding, não apresentaram significância estatística (p>0.05).

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Discussão

Nesta pesquisa a média de idade foi de 26.6 anos, que é proporcional a média das mulheres brasileiras em idade reprodutiva, representam uma população jovem, pois cerca de 50% são menores de 30 anos. Em 2006, foi realizado a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher e constatou-se os seguintes dados sócio-demográficos, no que se refere à cor da pele 35.8% das mulheres brasileiras residentes na região sudeste do país, se declararam brancas, enquanto nas demais regiões, com exceção da região sul, o predomínio foi de mulheres que se declararam negras (65.7%), demonstrando dados divergentes dos encontrados no estudo que mostram um predomínio de mulheres que se consideram brancas. Quando avaliadas quanto ao grau de escolaridade, 50% das mulheres brasileiras ultrapassaram oito anos de estudo, indicando terem concluído o ensino fundamental completo.11 Neste estudo, 64,3% das mulheres residentes em São José do Rio Preto concluíram o segundo ciclo fundamental ou mais. Um adequado grau de instrução da população é requisito essencial para o desenvolvimento do país, para garantir o exercício da cidadania e promover a igualdade de oportunidades sociais, entre elas o direito à saúde.12

O estado civil das puérperas participantes deste estudo vai de encontro aos resultados de estudos realizados em Portugal, com maior percentual de mulheres casadas (68.3% a 72.2%).10,13 Winnicott, em seus estudos, demonstra a importância de um suporte familiar para a puérpera que encontra-se vulnerável, principalmente nas primeiras semanas após o parto. 5) No total de partos realizados no país 48,3% foram os índices de cesarianas, no censo de 2006, sendo maior na região sudeste (51.7%).11 Em São José do Rio Preto o número de partos cesáreas supera em muito tais índices (86.4%). 14) Em estudos realizados na cidade de São José do Rio Preto, verificou-se alta incidência de cesarianas desnecessárias, sendo relatado que várias mulheres viam a cesárea como um bem de consumo.15 Neste estudo, diferente do esperado pelos pesquisadores o tipo de parto atual não influenciou de forma significativa, qualquer domínio da MIBS, porém estes achados corroboram com outros estudos que não evidenciaram alterações no envolvimento emocional da mãe com o recém-nascido nos diferentes tipos de parto.16

Estudos demonstram que a dor no trabalho de parto é considerada um dos principais construtores das representações sociais femininas sobre a parturição e contribui para o alto índice de partos cesáreas no país.17 Neste estudo as dores durante o trabalho de parto não influenciaram de forma significativa os domínios que avaliam a vinculação mãe e filho, embora estudos demonstrem que se o parto for difícil e envolver maior dor ocorrerá alterações significativas na relação mãe-filho.18 A promoção do contato pele a pele é um indicador de qualidade na atenção ao parto humanizado. (19) Segundo Portaria nº 371, de 07 de maio de 2014, o Ministério da Saúde institui novas diretrizes para atenção integral e humanizada ao recém-nascido, estabelecendo que o contato pele a pele deve ser assegurado imediatamente após o parto e de forma continua, colocando o neonato sobre o abdome ou tórax da puérpera de acordo com sua vontade e cobri-lo com uma coberta seca e aquecida assegurando a manutenção da temperatura.20

Um estudo realizado no Paraná mostrou que apenas 5.3% dos bebês nascidos de parto normal e 1.8% dos nascidos de parto cesáreo permaneceram por pelo menos trinta minutos com suas mães, ações que podem prejudicar tanto a vinculação materna com a promoção do aleitamento materno. 21) Já na Bahia, um estudo realizado em uma maternidade pública, verificou que os profissionais de enfermagem envolvidos na promoção do contato pele a pele falhavam ao aproximar a mãe e o neonato. Não se preocupavam com medidas que podiam auxiliar a mãe a efetuar este primeiro contato de forma efetiva, além de não informar a mulher, e não solicitarem consentimento para fazê-lo. Geralmente o contato estabelecido é breve e as puérperas continuam com dúvidas e ansiedades, pois o curto período não permite o reconhecimento adequado entre mãe e filho.20 Outro estudo realizado em Santa Catarina que objetivou identificar e analisar os sentimentos expressados pelas mães no primeiro contato com seus filhos, evidenciou que os primeiros momentos que se seguem o nascimento revelam uma fase sensível, sendo uma oportunidade preciosa para a mãe ser sensibilizada pelo seu bebê. 22) No contato pele a pele há uma imensa troca entre mãe e filho, dando oportunidade ao início da vinculação. Algumas puérperas apresentam-se apreensivas com características do neonato logo após o nascimento. Entretanto, se há uma equipe disposta a esclarecê-la tais apreensões se transformam em fatores motivadores de vinculação.23

Em nosso estudo verificamos que a impossibilidade do contato precoce pele-a-pele com o bebê influenciou a vinculação de forma negativa, as puérperas que não estabeleceram o contato com o neonato apresentaram-se significativamente mais tristes que as puérperas que mantiveram o contato precoce pele- a- pele. Embora a literatura seja clara ao evidenciar a importância do contato pele-a-pele, verificamos que pelos mais variados motivos a equipe de saúde pode ainda retardar ou limitar esta experiência. 22,24,25) Os dados obtidos nesta pesquisa, com uma temática tão pouco explorada em nosso meio, revelam a variabilidade no processo pelo qual as puérperas se vinculam ao bebê.

Torna-se necessário a efetuação de estudos que delimitem com maio clareza outras experiências significativas anteriores ao trabalho do parto, durante e nos pós-parto para que a equipe de saúde possa ter maior clareza dos seus cenários de atuação. Também, não pode ser esquecido que é necessário respeitar os caminhos que conduzem ao vínculo com o filho. Deve-se entender que algumas puérperas podem ter dificuldade nesta ligação emocional com o recém-nascido, sendo tarefa dos profissionais de saúde identificar e agir em tais situações, de forma a oferecer ajuda para que tenham a oportunidade de estabelecer bases sólidas para a interação e cuidados adequados ao seu filho, facilitando interações que fortaleçam o vínculo. Este estudo teve como limitações o tempo extenso para a aplicação da entrevista, algumas puérperas se negaram a responder determinadas questões o que fez oscilar o número de respostas, alguns dados não foram avaliados por não apresentarem relevância, a grande rotatividade de puérperas devido ao grande número de partos efetuados e reduzido número de leitos da maternidade e a dificuldade de entrevistar as puérperas dos convênios.

Conclusão

As puérperas participantes apresentaram um alto grau de vínculo com seus bebês que está relacionado principalmente a uma história de contato pele a pele. Enfermeiros devem promover estratégias que promovam o contato pele a pele entre mãe e recém-nascido na sala de parto. A aplicação da MIBS pelo enfermeiro no puerpério imediato é essencial para identificar e prevenir futuras fragilidades na formação do vínculo entre o binômio mãe-bebê e possibilita implementar novas estratégias para que haja um fortalecimento desta vinculação. Além de permear assistência direta e humanizada para à puérpera visando a prestação de cuidados ao seu filho de forma adequada.

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Notes

How to cite this article: Souza LH, ZASG Soler, Santos MLSG, Sasaki NSGMS. Puerperae bonding with their children and labor experiences. Invest. Educ. Enferm. 2017; 35(3):364-371.

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Abstract : 2815

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